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GIORDANO BRUNO: O Mártir da Ciência do Sec. XVI - O universo é INFINITO

Atualizado: 1 de nov. de 2023




No centésimo artigo do site www.arqueohistoria.com.br,


Vamos falar sobre esse filósofo. Giordano Bruno, que assim como Hipátia, foi outro personagem da nossa história que esteve muito além do seu tempo, mas que devido a ignorância, sede de poder e ganância do homem, teve a sua vida ceifada de forma trágica.

Sua transcendência, levou a intuir de forma espetacular, conceitos verdadeiros sobre a geometrização do universo, astros e estrelas; a ligação entre o imanente e o transcendente, um novo entendimento sobre o que é Deus e quem somos.

O pensamento de Giordano Bruno está bem representado através da sua frase, na imagem acima. E é essa sabedoria e conhecimento, que Giordano Bruno queria mostrar ao mundo, em pleno Século XVI, onde o estado e a igreja eram indivisíveis e ditavam as regras da sociedade, nos âmbitos, politico e sociocultural.


Sobre esse contexto, vamos ao artigo.


Boa leitura !!


Giordano Bruno (Italiano: Iordanus Brunus Nolanus - foi um teólogo, filósofo, escritor, matemático, poeta, teórico de cosmologia, ocultista hermético e frade dominicano italiano, e que foi condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana (Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício) sob a acusação de heresia ao defender alegações consideradas na época, erros teológicos, isto é, foi condenado à morte pela Inquisição sob a acusação de heresia por defender uma visão de universo original para a época, afirmando que o universo era infinito e que poderiam existir vários sistemas solares além do nosso; vários mundos com possibilidade de vida inteligente entre outros aspectos que eram considerados, demoníacos, pecadores e imorais.


Dizia ele ....

A Terra não seria centro do universo, pois no infinito não existiria centro absoluto, apenas centros relativos.

Ele propôs que as estrelas fossem sóis distantes cercados por seus próprios planetas e levantou a possibilidade de que esses planetas criassem vida neles próprios, uma posição filosófica conhecida como pluralismo cósmico.


Ele também insistiu que o universo é infinito e não poderia ter "centro".


Monumento erguido em 1889 por círculos maçônicos italianos, no local onde Giordano Bruno foi executado. Campo de Fiori, Roma, Itália. Bronze por Ettore Ferrari.

Assim sendo,

Giordano Bruno foi o grande defensor da ideia de infinito, e além disso, o seu pensamento era baseado na hilozoísta (pensava que tudo tem vida) e panpsiquista (pensava que tudo tem uma natureza psíquica, uma alma).

Dizia ele ....


"A Terra e os astros (...), como eles dispensam vida e alimento às coisas, restituindo toda matéria que emprestam, são eles próprios dotados de vida, em uma medida bem maior ainda; e sendo vivos, é de maneira voluntária, ordenada e natural, segundo um princípio intrínseco, que eles se movem em direção às coisas e aos espaços que lhes convêm" (A ceia de cinzas).


"Todas as formas de coisas naturais têm almas? Todas as coisas são animadas? pergunta Dicson. Theophilo, porta-voz de Bruno, responde: Sim, uma coisa, por minúscula que seja, encerra em si uma parte de substância espiritual, a qual, se encontra o sujeito adequado, torna-se planta, animal (...); porque o espírito se encontra em todas as coisas, e não há mínimo corpúsculo que não o contenha em certa medida e que não seja por ele animado." (Causa, Princípio e Unidade, 1584).


"E o que se pode dizer de cada parcela do grande Todo, átomo, mônada, pode se dizer do universo como totalidade. O mundo abriga em seu coração a Alma do mundo"."


"O mundo é infinito porque Deus é infinito. Como acreditar que Deus , ser infinito, possa ter se limitado a si mesmo criando um mundo fechado e limitado?"


"Não é fora de nós que devemos procurar a divindade, pois que ela está do nosso lado, ou melhor, em nosso foro interior, mais intimamente em nós do que estamos em nós mesmos." (A ceia de cinzas)


"Nós declaramos esse espaço infinito, dado que não há qualquer razão, conveniência, possibilidade, sentido ou natureza que lhe trace um limite." (Giordano Bruno, Acerca do Infinito Universo e Mundos, 1584), com base nas ideias do cardeal Nicolau de Cusa.


Quem foi Nicolau de Cusa ?


Assim sendo, ao contrário de Giordano Bruno, Nicolau de Cusa (1401 - 11 de agosto de 1464), também conhecido como Nicolau de Kues e Nicolaus Cusanus, viveu 100 anos antes de Giordano, e no entanto, ele já tinha e afirmava o mesmo pensamento; isto é, que o UNIVERSO era INFINITO, porém, tais pensamentos forma totalmente aceito na época, sendo ele, Nicolau de Cusa, inclusive eleito como um cardeal católico alemão, além de filósofo, teólogo, jurista, matemático e astrônomo, respeitado.


Incrivelmente, um dos primeiros proponentes alemães do humanismo renascentista , ele fez contribuições espirituais e políticas na história europeia. Um exemplo notável disso são seus escritos místicos ou espirituais sobre "ignorância aprendida", bem como sua participação em lutas de poder entre Roma e os estados alemães em pleno Sacro Império Romano Católico Germânico.


Nicolau de Cusa

Curiosamente, Nicolau de Cusa permaneceu uma figura influente em sua época e em 2001, pasmem; o sexto centenário de seu nascimento foi comemorado em quatro continentes e comemorado com publicações sobre sua vida e obra.


Nicolau era muito lido e suas obras foram publicadas no século XVI, tanto em Paris quanto na Basiléia. Estudiosos franceses do século XVI, incluindo Jacques Lefèvre d'Étaples e Charles de Bovelles , o citaram. Lefèvre até editou a Ópera de Paris 1514 .

No entanto, não havia escola Cusan, e suas obras eram amplamente desconhecidas até o século XIX, embora Giordano Bruno o citasse, enquanto alguns pensadores, como Gottfried Leibniz , foram influenciados por ele!


Mas porque Nicolau não sofreu as mesmas penitencias que Giordano Bruno ?

Deixo essa questão em aberto, para nossa Reflexão !


Em tempo, recentemente o Vaticano reconheceu que praticou excesso de violência contra Giordano Bruno; o cardeal Angelo Sodano, em 2000, afirmou que os inquisidores “fizeram de tudo para salvar sua vida”. Será ?


O papa João Paulo II pediu desculpas pelo “uso da violência cometida a serviço da verdade”.



BONUS:


O vídeo abaixo, conta mais detalhes a cerca da historia de Giordano Bruno.

Um excelente vídeo extraído do primeiro capítulo de "Cosmos - A Space Time Odyssey", com Neil de Grasse Tyson. 👇🏼👌🏼


A seguir, filme italiano de 1973 sobre Giordano Bruno - c/subt em português e em espanhol.



GIORDANO BRUNO (1973)


SINOPSE:

«"Giordano Bruno" é um filme franco-italiano de 1973, do gênero drama biográfico, tendo por tema o processo movido pela Inquisição Romana contra o filósofo italiano Giordano Bruno. O filósofo, astrônomo e matemático Giordano Bruno foi um dos maiores pensadores do Século XVI e um dos precursores da ciência moderna.


Nascido em Nola (Itália), expulso da Ordem dos Dominicanos por suas ideias conflitantes com a ortodoxia religiosa, viajou por toda a Europa, tendo sido conselheiro de príncipes e reis. Suas idéias metafísicas eram monistas e imanentistas, admitindo que acima de um deus imanente (a "alma do mundo"), haveria um deus transcendente, só apreendido pela fé, mas uma fé inteiramente naturalista, bem diversa da fé cristã.

Processado pela Inquisição de Veneza, preferiu retratar-se (como Galileu), mas seus inimigos conseguiram que fosse mandado a Roma, onde respondeu a novo processo. O filme de Guiliano Montaldo, retrata o processo romano, no qual Giordano Bruno recusou qualquer retratação, sendo condenado e queimado vivo no ano de 1600.»


"Quando disse que os processos usados pela Igreja não são os dos Apóstolos, porque a Igreja usa o poder e não o amor, quando eu disse isso, não estava enganado. Quando disse que a minha filosofia é a livre procura e não o dogma, não estava errado.

Eu errei quando acreditei poder pedir à Igreja que combatesse um sistema de superstição, de ignorância, de violência. Errei quando acreditei poder reformar a condição dos homens com a ajuda deste ou daquele príncipe. Vi todas as tentativas que fiz, quanta morte. Pedir a quem tem os poderes que reforme o poder... que ingenuidade a minha..


A seguir......

Rick, do seriado TRATO FEITO | HISTORY vai atrás do LIVRO PROIBIDO 🌿 pela Igreja! - o LIVRO DE GIORDANO BRUNO



Texto sobre GIORDANO BRUNO

Por Antonio Farjani.


Giordano Bruno (Nola, Nápoles, 1548) foi um frade dominicano, astrônomo, matemático, filósofo, místico e poeta. Suas ideias eram tão originais à época que terminaram por levá-lo à própria ruína. Imagine alguém dizer, em pleno século XVI, que o Sol não passava de uma estrela entre as demais, e o universo teria de conter um infinito número de mundos habitados por seres inteligentes, que circundariam essas outras estrelas. “O sol é uma estrela, e todas as estrelas são sóis”, teria declarado ele, para horror de seus contemporâneos.


Mas o temerário frade não parou por aí: Bruno defendia a ideia de que o Antigo Testamento não era um relato histórico preciso, mas uma farsa sobreposta à verdadeira história humana; que a Europa e o Ocidente haviam trocado gato por lebre ao aceitar a Bíblia como se fosse a herança de toda a humanidade, e não apenas a tradição de um pequeno grupo tribal, os judeus, e com isso teriam perdido suas verdadeiras raízes, um legado espiritual muito mais rico em sabedoria. Mais tarde, a ideia de Bruno de que o judaísmo e o cristianismo haviam corrompido a antiga e verdadeira religião desfrutaria de grande popularidade entre os neoplatônicos do Renascimento e da própria maçonaria, pelo menos antes da decadência desta última. Pode-se depreender o teor de suas ideias mesmo em suas mais breves declarações:


“A Luz Divina está sempre no homem, apresentando-se aos sentidos e à compreensão, mas o homem a rejeita”.


“Eu entendo um Ser em tudo e acima de tudo, como não há nada sem a participação no Ser, e não há ser sem essência. Assim, nada pode ser livre da Presença Divina”.


“A Natureza não é mais que Deus nas coisas”.


“Todas as coisas estão no Universo, e o Universo está em todas as coisas: nós nele, e ele em nós, desta forma tudo resulta em uma unidade perfeita”.


Por conta de tão perigosas ideias, Bruno não perderia por esperar. Em 1576 ele foi acusado de perverter a doutrina religiosa, tendo de deixar sua ordem e fugir para Roma, onde obteve asilo no Convento de Santa Maria de Minerva. Depois de viajar pela Itália e França chegou a Genebra, quando finalmente abandonou o sacerdócio.

Mais tarde, a pedido de Giovanni Mocenigo, nobre veneziano, Bruno voltou para a Itália. Mocenigo tornou-se seu protetor, em troca de aulas privadas.

A 21 de maio de 1591, no entanto, Mocenigo o traiu, entregando-o à Inquisição. Depois de ficar preso por oito anos no Palácio do Santo Ofício, no Vaticano, ele foi julgado por heresia, em processo presidido por Roberto Bellarmino, que viria a exercer o mesmo papel no processo contra Galileu.

Em 1599, após várias recusas em retratar-se, Bruno foi declarado herege, impenitente, teimoso e obstinado, e expulso da Igreja enquanto suas obras eram queimadas em praça pública.

No dia 17 de fevereiro de 1600, Bruno foi condenado a morrer queimado em uma fogueira montada no Campo das Flores, praça localizada no centro de Roma, ao leste do rio Tibre. Antes de ser executado, ofereceram-lhe um crucifixo para que o beijasse, mas Bruno se recusou. Obrigado a ajoelhar-se para ouvir sua sentença, ele ainda diria:


“Vós que pronunciais minha sentença estais em maior temor do que eu que a recebo”.


Em seguida, com uma peça de madeira enfiada em sua boca para que nada mais dissesse, Bruno ardeu até a morte diante da multidão reunida.


Para encerrar sua história, caberia aqui mencionar mais uma de suas declarações:


“O tempo é o pai da verdade, e sua mãe é o nosso pensamento.”



IMAGEM: O Julgamento de Giordano Bruno pela Inquisição Romana. Relevo em bronze por Ettore Ferrari, Campo de' Fiori, Roma.




“A sabedoria divina tem três moradas: uma morada imaterial, eterna, sim, a própria morada da eternidade; uma segunda morada, o universo visível enquanto primogênito; e a última nascida, a morada da alma humana.”
Eu sou, Giordano Bruno

CENA REPRESENTANDO A MORTE DE GIORDANO BRUNO.


 

 












E ai, pessoal? Gostaram desse artigo?


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FLAVIO AMATTI FILHO - PESQUISADOR - EQUIPE ARQUEOHISTÓRIA

Obrigado pela leitura e até o próximo POST

Um abraço

FLAVIO AMATTI FILHO














Bibliografia, Fontes e Referencias:




  1. «Quem foi Giordano Bruno?». Revista Galileu. Globo.com. Consultado em 21 de outubro de 2017

  2. Gatti, Hilary. Giordano Bruno and Renaissance Science: Broken Lives and Organizational Power. Cornell University Press, 2002, 1, ISBN 0-801-48785-4

  3. Bruno era matemático e filósofo, mas não é considerado astrônomo pela comunidade astronômica moderna, pois não há registros dele realizando observações físicas, como foi o caso de Brahe, Kepler e Galileo. Pogge, Richard W. http://www.astronomy.ohio-state.edu/~pogge/Essays/Bruno.html 1999.

  4. Spectator, edição de 27 de maio de 1712, p.331 [em linha]

  5. Bombassaro, Luiz Carlos. Giordano Bruno e a filosofia na Renascença, Caxias do Sul: Educs, 2008

  6. Estudos da Fundação Calouste Gulbenkian

  7. Birx, James H. "Giordano Bruno" The Harbinger, Mobile, AL, 11 November 1997. "Bruno was burned to death at the stake for his pantheistic stance and cosmic perspective."

  8. Arturo Labriola, Giordano Bruno: Martyrs of free thought no. 1

  9. Frances Yates, Giordano Bruno and the Hermetic Tradition, Routledge and Kegan Paul, 1964, p. 450

  10. Michael J. Crowe, The Extraterrestrial Life Debate 1750–1900, Cambridge University Press, 1986, p. 10, "[Bruno's] sources... seem to have been more numerous than his followers, at least until the eighteenth- and nineteenth-century revival of interest in Bruno as a supposed 'martyr for science.' It is true that he was burned at the stake in Rome in 1600, but the church authorities guilty of this action were almost certainly more distressed at his denial of Christ's divinity and alleged diabolism than at his cosmological doctrines."

  11. Adam Frank (2009). The Constant Fire: Beyond the Science vs. Religion Debate, University of California Press, p. 24, "Though Bruno may have been a brilliant thinker whose work stands as a bridge between ancient and modern thought, his persecution cannot be seen solely in light of the war between science and religion."

  12. White, Michael (2002). The Pope and the Heretic: The True Story of Giordano Bruno, the Man who Dared to Defy the Roman Inquisition, p. 7. Perennial, New York. "This was perhaps the most dangerous notion of all... If other worlds existed with intelligent beings living there, did they too have their visitations? The idea was quite unthinkable."

  13. Shackelford, Joel (2009). «Myth 7 That Giordano Bruno was the first martyr of modern science». In: Numbers, Ronald L. Galileo goes to jail and other myths about science and religion. Cambridge, MA: Harvard University Press. p. 66 "Yet the fact remains that cosmological matters, notably the plurality of worlds, were an identifiable concern all along and appear in the summary document: Bruno was repeatedly questioned on these matters, and he apparently refused to recant them at the end.14 So, Bruno probably was burned alive for resolutely maintaining a series of heresies, among which his teaching of the plurality of worlds was prominent but by no means singular."

  14. Gatti, Hilary (2002). Giordano Bruno and Renaissance Science: Broken Lives and Organizational Power. Ithaca, NY: Cornell University Press. pp. 18–19. ISBN 978-0801487859. Consultado em 21 de março de 2014. For Bruno was claiming for the philosopher a principle of free thought and inquiry which implied an entirely new concept of authority: that of the individual intellect in its serious and continuing pursuit of an autonomous inquiry… It is impossible to understand the issue involved and to evaluate justly the stand made by Bruno with his life without appreciating the question of free thought and liberty of expression. His insistence on placing this issue at the center of both his work and of his defense is why Bruno remains so much a figure of the modern world. If there is, as many have argued, an intrinsic link between science and liberty of inquiry, then Bruno was among those who guaranteed the future of the newly emerging sciences, as well as claiming in wider terms a general principle of free thought and expression.

  15. Montano, Aniello (2007). Antonio Gargano, ed. Le deposizioni davanti al tribunale dell'Inquisizione. Napoli: La Città del Sole. p. 71. In Rome, Bruno was imprisoned for seven years and subjected to a difficult trial that analyzed, minutely, all his philosophical ideas. Bruno, who in Venice had been willing to recant some theses, become increasingly resolute and declared on 21 December 1599 that he 'did not wish to repent of having too little to repent, and in fact did not know what to repent.' Declared an unrepentant heretic and excommunicated, he was burned alive in the Campo dei Fiori in Rome on Ash Wednesday, 17 February 1600. On the stake, along with Bruno, burned the hopes of many, including philosophers and scientists of good faith like Galileo, who thought they could reconcile religious faith and scientific research, while belonging to an ecclesiastical organization declaring itself to be the custodian of absolute truth and maintaining a cultural militancy requiring continual commitment and suspicion.

  16. «Giordano Bruno». Encyclopædia Britannica

  17. A obra principal sobre o relacionamento entre Bruno e o hermetismo é Frances Yates, Giordano Bruno and The Hermetic Tradition, 1964; para uma abordagem alternativa, pondo mais ênfase na Cabala, e menos no hermetismo, ver Karen Silvia De Leon-Jones, Giordano Bruno and the Kabbalah, Yale, 1997; para uma volta à ênfase do papel de Bruno no desenvolvimento da ciência, e crítica da ênfase de Yates nos temas mágicos e herméticos, ver Hillary Gatti (1999), Giordano Bruno and Renaissance Science, Cornell.

  18. Alessandro G. Farinella and Carole Preston, "Giordano Bruno: Neoplatonism and the Wheel of Memory in the 'De Umbris Idearum'", in Renaissance Quarterly, Vol. 55, No. 2, (Summer, 2002), pp. 596–624; Arielle Saiber, Giordano Bruno and the Geometry of Language, Ashgate, 2005

  19. McIntyre, J. Lewis. Giordano Bruno

  20. Ir para:a b Ingegno, Alfonso (2004). Introduction. In de Lucca, Robert e Blackwell, Richard J. (org.) Giordano Bruno: "Cause, Principle and Unity" and Essays on Magic, pp. vii-xxix. Cambridge Texts on History of Phylosophy. Cambridge: Cambridge Press. ISBN 0-521-59359-X.

  21. "II Sommario del Processo di Giordano Bruno, con appendice di Documenti sull'eresia e l'inquisizione a Modena nel secolo XVI", edited by Angelo Mercati, in Studi e Testi, vol. 101.(em italiano)

  22. Luigi Firpo, Il processo di Giordano Bruno, 1993. (em italiano)

  23. DURANT, Will e Ariel. A História da Civilização. Começa a Idade da Razão. Trad. Mamede de Souza Freitas. 2ª edição, v. 7, Editora Record.

  24. ROWLAND, Ingrid D. Giordano Bruno: Philosopher / Heretic. University of Chicago Press, 2008.

  25. Singer, Dorothea Waley, Giordano Bruno, His Life and Thought, New York, 1950, ch. 7. O texto menciona um relato feito em carta por Caspar Schoppe, convertido ao Catolicismo e protegido do Papa Clemente VIII. É considerado certo que o autor do relato esteve presente ao julgamento de Giordano Bruno.

  26. "II Sommario del Processo di Giordano Bruno, con appendice di Documenti sull'eresia e l'inquisizione a Modena nel secolo XVI", edited by Angelo Mercati, in Studi e Testi, vol. 101; o objeto de madeira posto na boca de Giordano Bruno é descrito como una morsa di legno.

  27. [ fonte :Livro: Filosofando de Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins.]

  28. John Gribbin (2009). In Search of the Multiverse: Parallel Worlds, Hidden Dimensions, and the Ultimate Quest for the Frontiers of Reality, ISBN 978-0470613528. p. 88

  29. Ir para:a b Bruno, Giordano. Dell'Infinito

  30. Spectator, edição de 27 de maio de 1712, p.331 [em linha]

  31. Bombassaro, Luiz Carlos. Giordano Bruno e a filosofia na Renascença, Caxias do Sul: Educs, 2008

  32. Hetherington, Norriss S., ed. (2014) [1993]. Encyclopedia of Cosmology (Routledge Revivals): Historical, Philosophical, and Scientific Foundations of Modern Cosmology. [S.l.]: Routledge. p. 419. ISBN 978-1317677666. Consultado em 29 de março de 2015 Bruno (from the mouth of his character Philotheo) in his De l'infinito universo et mondi (1584) claims that "innumerable celestial bodies, stars, globes, suns and earths may be sensibly perceived therein by us and an infinite number of them may be inferred by our own reason."

  33. Biernacki, Loriliai; Clayton, Philip (2014). Panentheism Across the World's Traditions (em inglês). [S.l.]: OUP USA. ISBN 9780199989898

  34. Thielicke, Helmut (novembro de 1990). Modern Faith and Thought (em inglês). [S.l.]: Wm. B. Eerdmans Publishing. ISBN 9780802826725

  35. Max Bernhard Weinsten, Welt- und Lebensanschauungen, Hervorgegangen aus Religion, Philosophie und Naturerkenntnis ("World and Life Views, Emerging From Religion, Philosophy and Nature") (1910), p. 321: "Also darf man vielleicht glauben, daß das ganze System eine Erhebung des Physischen aus seiner Natur in das Göttliche ist oder eine Durchstrahlung des Physischen durch das Göttliche; beides eine Art Pandeismus. Und so zeigt sich auch der Begriff Gottes von dem des Universums nicht getrennt; Gott ist naturierende Natur, Weltseele, Weltkraft. Da Bruno durchaus ablehnt, gegen die Religion zu lehren, so hat man solche Angaben wohl umgekehrt zu verstehen: Weltkraft, Weltseele, naturierende Natur, Universum sind in Gott. Gott ist Kraft der Weltkraft, Seele der Weltseele, Natur der Natur, Eins des Universums. Bruno spricht ja auch von mehreren Teilen der universellen Vernunft, des Urvermögens und der Urwirklichkeit. Und damit hängt zusammen, daß für ihn die Welt unendlich ist und ohne Anfang und Ende; sie ist in demselben Sinne allumfassend wie Gott. Aber nicht ganz wie Gott. Gott sei in allem und im einzelnen allumfassend, die Welt jedoch wohl in allem, aber nicht im einzelnen, da sie ja Teile in sich zuläßt."

  36. Review of Welt- und Lebensanschauungen, Hervorgegangen aus Religion, Philosophie und Naturerkenntnis ("World and Life Views, Emerging From Religion, Philosophy and Nature") in Emil Schürer, Adolf von Harnack, editors, Theologische Literaturzeitung ("Theological Literature Journal"), Volume 35, column 827 (1910): "Dem Verfasser hat anscheinend die Einteilung: religiöse, rationale und naturwissenschaftlich fundierte Weltanschauungen vorgeschwebt; er hat sie dann aber seinem Material gegenüber schwer durchführbar gefunden und durch die mitgeteilte ersetzt, die das Prinzip der Einteilung nur noch dunkel durchschimmern läßt. Damit hängt wohl auch das vom Verfasser gebildete unschöne griechisch-lateinische Mischwort des 'Pandeismus' zusammen. Nach S. 228 versteht er darunter im Unterschied von dem mehr metaphysisch gearteten Pantheismus einen 'gesteigerten und vereinheitlichten Animismus', also eine populäre Art religiöser Weltdeutung. Prhagt man lieh dies ein, so erstaunt man über die weite Ausdehnung, die dem Begriff in der Folge gegeben wird. Nach S. 284 ist Scotus Erigena ein ganzer, nach S. 300 Anselm von Canterbury ein 'halber Pandeist'; aber auch bei Nikolaus Cusanus und Giordano Bruno, ja selbst bei Mendelssohn und Lessing wird eine Art von Pandeismus gefunden (S. 306. 321. 346.)." Translation: "The author apparently intended to divide up religious, rational and scientifically based philosophies, but found his material overwhelming, resulting in an effort that can shine through the principle of classification only darkly. This probably is also the source of the unsightly Greek-Latin compound word, 'Pandeism.' At page 228, he understands the difference from the more metaphysical kind of pantheism, an enhanced unified animism that is a popular religious worldview. In remembering this borrowing, we were struck by the vast expanse given the term. According to page 284, Scotus Erigena is one entirely, at p. 300 Anselm of Canterbury is 'half Pandeist'; but also Nicholas of Cusa and Giordano Bruno, and even in Mendelssohn and Lessing a kind of Pandeism is found (p. 306 321 346.)".

  37. Powell, Corey S., "Defending Giordano Bruno: A Response from the Co-Writer of 'Cosmos', Discover, March 13, 2014: "Bruno imagines all planets and stars having souls (part of what he means by them all having the same "composition"), and he uses his cosmology as a tool for advancing an animist or Pandeist theology."

  38. David Sessions, "How 'Cosmos' Bungles the History of Religion and Science", The Daily Beast, 03.23.14: "Bruno, for instance, was a 'pandeist', which is the belief that God had transformed himself into all matter and ceased to exist as a distinct entity in himself."

  39. BARACAT FILHO, Antonio Abdala O Infinito segundo Giordano Bruno. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2009.

  40. Alexander Dicson, um inglês, aluno de mnemônica e amigo de Bruno. Ver Giordano Bruno: His Life and Thought. Chapter Two. "Bruno in England (1583-85).

  41. Seife, Charles (1 de março de 2000). «Vatican Regrets Burning Cosmologist». Science Now. Consultado em 24 de junho de 2012. Arquivado do original em 8 de junho de 2013

  42. Robinson, B A (7 de março de 2000), Apologies by Pope John Paul II, Ontario Consultants. Retrieved 27 December 2013

  43. "Giordano Bruno and Galileo Galilei," The Popular Science Monthly, Supplement, 1878.

  44. Antoinette Mann Paterson (1970). The Infinite Worlds of Giordano Bruno. Charles C. Thomas, Springfield, Illinois, 1970, p. 16.

  45. Paterson, p. 61.

  46. Cause, Principle and Unity, by Giordano Bruno. Edited by R.J. Blackwell and Robert de Lucca, with an Introduction by Alfonso Ingegno. Cambridge University Press, 1998

  47. Cause, Principle and Unity, by Giordano Bruno. Edited by R.J. Blackwell and Robert de Lucca, with an Introduction by Alfonso Ingegno. Cambridge University Press, 1998, p. 63.

  48. Giordano Bruno and the Hermetic Tradition, by Frances Yates. Routledge and Kegan Paul, London, 1964, p. 225

  49. Feingold, Mordechai; Vickers, Brian (1984). Occult and scientific mentalities in the Renaissance. [S.l.: s.n.] pp. 73–94. ISBN 978-0511572999. doi:10.1017/CBO9780511572999.004

  50. Hegel's lectures on the history of philosophy, translated by E.S. Haldane and F.H. Simson, in three volumes. Volume III, p. 119. The Humanities Press, 1974, New York.

  51. Cause, Principle and Unity, by Giordano Bruno. Edited by R.J. Blackwell and Robert de Lucca, with an Introduction by Alfonso Ingegno. p.x. Cambridge University Press, 1998.

  52. Paterson, p. 198.

  53. White, Michael (2002). The Pope and the Heretic: The True Story of Giordano Bruno, the Man who Dared to Defy the Roman Inquisition, p. 7. Perennial, New York.

  54. Yates, Frances, Bruno and the Hermetic Tradition, pp. 354–356. Routledge and Kegan Paul, London, 1964.

  55. Sheila Rabin, "Nicolaus Copernicus" in the Stanford Encyclopedia of Philosophy (online. Retrieved 19 November 2005).


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