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Hassan-i Sabbah - O velho da montanha de Alamut-A Ordem do Assassinos e a conexão com os Cruzados #2

Atualizado: 1 de nov. de 2023

Caligrafia xiita simbolizando Ali como Tigre de Deus


CONTINUAÇÃO DESSE ARTIGO - PARTE 1.

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A grande ameaça do Império Seljuque foi mitigada em 1092, com o assassinato simultâneo do sultão e do Grão-Vizir sob circunstâncias controversas; não surpreendentemente, atribuiu-se o serviço aos Hashashin de Hassah-I Sabbah.


Os imperadores do Império Seljúcida lutaram com os Assassinos por muitos anos, mas falharam, tanto que Sabbah forçou uma das escravas do imperador a colocar uma adaga e uma carta ameaçadora sob seu travesseiro. O imperador Ahmad Sanjar não teve chance a não ser negociar com Sabbah.


Os Hashshashins se expandiram por Mosul e Diyarbakır. Ninguém tinha coragem de sair sem armadura. Bom em se comunicar por meio de pombos, Sabbah se comunicou com os cruzados e os apoiou contra os sunitas. Os Hashshashins foram a força mais destrutiva que enfraqueceu o Império Seljúcida e ameaçou a integração turco-islâmica. Os estudiosos descrevem aqueles anos como a era maldita.


O objetivo de Hassan, isto é, a completa eliminação do Estado Seljuque, foi frustrado pela própria fragmentação do Império em diversas facções rivais sunitas, mas se por um lado essa eliminação era agora uma impossibilidade, por outro tanto o Estado Nizari quanto o Califado Fatímida foram aliviados de uma pressão sufocante.


Os serviços de morticínio e homicídio da seita de Hassan foram louvados pelo califa fatímida al-Mustansir, mas após a morte do mesmo em 1094, os assassinos cortaram contatos com o Egito e passaram a ficar sozinhos em sua disputa territorial, utilizando suas cadeias de fortalezas como reduto e local de formação de matadores nizari.


Considerando que a fragmentação do Império Seljuque se deu a partir destes movimentos e que, sem essa fragmentação, o sucesso da Primeira Cruzada teria se tornado difícil ou mesmo impossível, a Ordem dos Assassinos teria, então, um papel primordial no desenvolvimento da História das Cruzadas; primeiramente de forma acidental, mas posteriormente de forma consciente.


Quando os altos barões da Europa marcharam para o Oriente ou quando os senhores católicos do Outremer Cruzado buscavam aliados, eram aos assassinos a quem eles frequentemente recorriam, com ambas as facções desenvolvendo uma importante simbiose na manutenção de seus territórios. Independente da fama do “culto de assassinato” que os nizari foram alvo, e que os próprios cruzados ajudaram a expandir, os católicos não tinham quaisquer restrições em negociar e se aliar com essa ordem de matadores infiéis, revelando também um aspecto utilitário no jogo geopolítico franco.


Um episódio bastante popular dessa aliança vem do contato entre o Luís IX da França, considerado um santo vivo, e o Imã governante do Estado Nizari. Embora o relato fornecido por Luís Dufaur, um apologista católico, seja repleto de erros e inconsistências, a descrição dessa interação é tratada de forma razoavelmente satisfatória. O que se descreve a seguir refere-se à ocasião em que o rei francês, uma vez liberto de seu cativeiro no Sultanato Egípcio, é recebido no Reino de Jerusalém – o que restou dele – por uma embaixada do Velho da Montanha; diga-se de passagem, os Assassinos procuravam omitir a morte de seus líderes, assim como a sua sucessão, para assustar os seus inimigos e fazer crer que o próprio Hassan-I Sabah era imortal.

De qualquer forma, o relato segue:

“Quando soube da derrota dos cruzados em Mansourah, em fevereiro de 1250, o Velho da Montanha enviou mensageiros a São Luis IX, para que ele também lhe pagasse tributo.‘Os príncipes que vos precederam – mandou dizer o misterioso chefe da seita – como o rei da Hungria ou o imperador da Alemanha pagaram tributo ao sheik Al-Jabal para tê-lo como amigo, tu que foste vencido deves fazer a mesma coisa’. E para mostrar o poder de seu mestre, os embaixadores exibiram a faca símbolo de sua força, e o lençol em que enterravam suas vítimas. O rei da França não só recusou o pagamento, mas exigiu ‘receber antes de quinze dias cartas e presentes de amizade’. A firmeza do Santo impressionou o grande mestre dos Assassinos. Duas semanas depois, ele fez chegar ao rei da França seu anel e sua própria camisa ‘porque a camisa está mais perto do corpo que qualquer outra peça do vestiário, assim o Velho mestre quer estar mais perto do rei franco do que qualquer outro’. E para dar mais força à seus sinais de amizade, lhe enviou também suntuosos presentes: um jogo de xadrez feito de âmbar perfumado e um elefante e uma girafa de cristal. Em troca, São Luis lhe ofereceu joias e legou um embaixador permanente: o frade dominicano Yves Le Breton. Esse religioso eminente selou uma verdadeira aliança entre seu rei e o grande mestre dos Assassinos.” (trad. DUFAUR, Luís. Como São Luís IX tratou os terroristas do “Velho da Montanha”. 2020)

Esta além de quaisquer dúvidas a constatação de que os assassinos eram temidos por todos, aliados ou inimigos. E embora o Estado Nizari quase tenha desaparecido no início do século XII, por conta das campanhas turcas contra a Ordem e a perseguição turca da população ismaelita do Oriente Próximo (de onde os assassinos recrutavam novos fedayeen), a pressão turca foi apaziguada pela morte do último sultão do Império Seljuque.

Um relato interessante sobre esta época de quase destruição do Estado Nizari vem do que aconteceu com Ahmad Sanjar, governante turco seljúcida, durante sua marcha para sitiar Alamut e dar um fim no potentado de Hassan-I Sabbah: diz a anedota que, ao acordar em sua tenda, o governante turco foi surpreso com uma adaga enfiada na cama em que dormia; a adaga prendia na cama uma carta do Velho da Montanha propondo paz, o que o governante aterrorizado teria concedido sem qualquer cerimônia. Após a experiência, Ahmad propôs uma abordagem tolerante com a Ordem e até concedeu um tributo de 4.000 dinares de ouro ao Estado Nizari.


Durante o século XII, o progresso dos assassinos parecia ser virtualmente indiferente: a cada fortaleza que conquistavam, eles perdiam uma outra sob seu domínio. O século XII também foi dramático para a Ordem na medida que eles despachavam diversos agentes para eliminar unificadores – Saladino sendo o principal e o único bem-sucedido destes. O relato a seguir descreve a tentativa de assassinato efetuada durante uma das campanhas de unificação de Saladino, na Síria:

“Em 22 de maio de 1175, sete dias após o início de seu cerco a Aleppo, Saladino estava descansando na tenda de um de seus oficiais superiores. Com ele estava um de seus guardas, um mameluco turco cujo nome, Buzghush, significava "falcão cinza". Um grupo de guerreiros chegou e se ofereceu para se juntar à guarda de Saladino. Ao se aproximarem da tenda, foram reconhecidos por Nasih al-Din Khumartigin, senhor de Bu Qubais e vizinho próximo do mini-Estado Isma'ili ‘Assassino’ nas colinas do oeste da Síria. Quando Nasih al-Din questionou os recém-chegados, eles o mataram e correram para a tenda. Pelo menos um alcançou Saladino e acertou sua garganta com uma adaga. Felizmente, o sultão estava usando um kazaghand, uma cota de malha revestida [e oculta] por camadas de pano e acolchoamentos. Saladino agarrou o pulso do assassino e Buzghush agarrou a lâmina da adaga, quase perdendo os dedos no processo. Outro guarda-costas, em seguida, cortaram a cabeça do assassino enquanto outros abatiam mais dois supostos assassinos do lado de fora.” (NICOLLE, David. Saladin. Osprey Publishing, 2011)
“Os Hashashin promoveram dois atentados fracassados contra Saladino. A primeira tentativa foi para assassiná-lo no seu cerco de Aleppo. Os assassinos conseguiram se infiltrar acampamentom mas foram reconhecidos por Nasih ad-Din Khumartakin, o emir of Abu Qabais, que previamente tinha contas com eles. Khamartakin os desafiou e foi morto por eles. Na luta que se seguiu, muitos soldados foram mortos, mas Saladino não sofreu nenhum dano. Imad ad-Din e Ibn Tayy, conforme citados por Abu Shama, foram governantes de Aleppo que, quando fortemente pressionados pelos sitiantes, buscaram a ajuda dos Assassinos e prometeram a eles terras e outras recompensas. Ibn al-Athir, seguido por Kamal ad-Din e Ibn Wasil, é mais específico, e nomeia Sa'd ad-Din Gumushtakin, regente de Aleppo, como responsável por enviar uma carta a Sinan, o líder dos Assassinos [também identificado como o Velho da Montanha], prometendo a ele recompensas e buscando assistência.
A segunda tentativa de assassinato ocorreu em algum momento entre 1175 e 1176. Dois assassinos se disfarçaram de soldados e se esgueiraram através dos guardas de Saladino enquanto seu exército marchava. Eles então procederam e atacaram Saladino com adagas. Saladino foi ferido gravemente, mas sua armadura se provou útil quando as feridas de adaga se provaram não-fatais.”

É relatado que a partir da primeira tentativa de assassinato, Saladino passou a dormir em tendas suspensas, como medida protetiva às infiltrações hashashin.

Ian Heath descreve detalhes riquíssimos sobre as operações dos assassinos:

“A vestimenta dos assassinos, assim como seus equivalentes atuais, não era incomum. Disfarces são frequentemente citados: os assassinos que mataram Conrado de Montferrat, por exemplo, estavam vestidos de monges, assim como em outros eventos eles usavam roupas de mercadores, soldados francos e cristãos sírios. Nas suas fortalezas a irmandade assassina vestia mantos brancos e capuzes vermelhos.
Eles normalmente agiam sozinhos ou em pares, apesar de que em uma ocasião apareceu um grupo consideravelmente maior, provavelmente para maximizar as chances de sucesso. Il-Bursuqi de Mosul foi morto por um grupo de 10 assassinos em 1126 e o califa al-Mustarshid por um grupo de 15-17 em 1135. Sua arma de execução era exclusivamente a adaga, que algumas vezes era envenenada e até mesmo tinha os nomes de seus alvos gravados, um dos primeiros exemplos do ‘se isso tiver o seu nome ...’. Usamah registra uma anedota de que os assassinos só usavam adagas, mas que poderiam usar espadas, lanças e escudos em batalha, indicando que assassinos completamente armados eram indistinguíveis de soldados comuns dos reinos muçulmanos.
Uma adaga cerimonial descrita por Joinville consistia em três adagas unidas das quais as duas de cima tinham suas lâminas saindo da guarda da outra. Essa foi carregada por um dos 3 emissários enviados ao rei Luis IX em Acre no ano de 1252; outro emissário carregava uma mortalha enrolada em seu braço, para ser usado no funeral do rei caso ele recusasse as demandas dos assassinos! Outra arma cerimonial registrada por Joinville era um longo machado que era carregado adiante do Velho da Montanha, cujo cabo foi coberto com prata e tinha adagas fixadas nele, de alguma forma.” (HEATH, Ian. Armies and Enemies of the Crusaders 1096-1291. Wargaming Research Group, 2 ed. 2019)

A Ordem dos Assassinos eventualmente encontraria seu fim durante a Conquista Mongol, que devastou e conquistou tudo o que havia entre a Mongólia e Ásia Menor, com o centro do Estado Nizari ficando, obviamente, no meio do caminho.


Por influência dos ministros sunitas na corte mongol, inimigos tradicionais da Ordem, os nizari foram tratados como rebeldes pela autoridade do Canato; muito embora a própria Ordem tenha tentado estabelecer embaixadores na corte mongol, muito provavelmente impedidos pelos próprios sunitas previamente estabelecidos lá.


Quando Alamut foi cercada por uma força mongol gigantesca e armada até os dentes, o último imã do Estado Nizari, Khurshah, se rendeu aos mongóis, inicialmente recebendo clemência. Por razões não esclarecidas, porém, Khurshah foi morto sem qualquer cerimônia na Mongólia, nas montanhas Khangai, muito provavelmente por maquinações de outros muçulmanos e/ou, em alguma probabilidade, por ressentimento de assassinatos passados contra a dinastia de Genghis Khan.



SOLDADO MONGOL.

Uma síntese geral da Ordem:

“Os Assassinos foram fundados no final do século 11 por um persa, Hasan as-Sabah, que em 1090 estabeleceu seu quartel-general em Alamut nas montanhas Daylam.
Eles eram um grupo extremista de uma seita muçulmana xiita, os ismaelitas, seu nome de Assassinos (árabe Hashishiyun) derivando da corrupção da palavra latina para haxixe, substância à qual eles supostamente – mas muito improvavelmente – eles eram viciados.
Os muçulmanos mais frequentemente os chamavam de Batinis ou Nazaris.
Sua existência como uma entidade política independente sob seu Grão-Mestre foi essencialmente fruto da inacessibilidade de suas fortalezas nas montanhas – o próprio Alamut significa 'Ninho de Águia' – das quais existiam talvez 60, ou mais, apenas na região de Alamut, em meados do século XIII.
Além disso, desde o início do século XII, houve uma grande ramificação síria de 10 fortalezas, com sede em Masyaf após 1141, cujo líder mais famoso foi Rashid ad-Din Sinan (1169-1193) conhecido como Sheikh al-Djabel, ' O Velho da Montanha ', título posteriormente atribuído a seus sucessores.
Sua contribuição mais notável para esta era – e todas as eras desde então – foi a arte gentil do assassinato político, da qual gerou a conotação do seu nome. Os sectários eram cegamente obedientes ao Grão-Mestre ou ao Velho da Montanha, estando preparados até mesmo para tirar a própria vida, se ordenados a fazê-lo; por conta disso, eles não temiam ser capturados ou morrer durante o cumprimento de seu dever, o que era uma perspectiva útil já que na maioria das vezes eles não voltavam vivos de suas designações; como Bar Hebraeus expressou graficamente, “matando eles foram mortos”.
Aqueles de seus irmãos realmente responsáveis ​​pela maioria dos assassinatos foram os Fida'is ou Fidawis, significando 'aqueles prontos para oferecer suas vidas por uma causa'.

Celebridades removidas do curso da história por atividades de assassinos incluíam Nizam al-Mulk (1092), o vizir fatímida al-Afdal (1122), il-Bursuqi de Mosul (1126), Conrad de Montferrat (1192) e o segundo filho de Genghis Khan, Jagatai (1242), para citar apenas alguns.


Até Saladino quase teve sua carreira abreviada em mais de uma ocasião, enquanto o Príncipe Edward, mais tarde Edward I da Inglaterra, escapou por pouco da morte quando foi ferido por uma adaga de assassino envenenada em 1271.


Existem histórias de que Assassinos foram enviados para lugares tão distantes quanto a própria Europa, e que alguns tentaram assassinar Luís IX da França antes de sua partida na Sétima Cruzada.

Muitas vezes, esses assassinatos foram motivados por estranhos – o assassinato do Patriarca de Jerusalém em 1214, por exemplo, foi instigado pelos Hospitalários – mas igualmente, se não mais, muitas vezes [os assassinatos] visavam controlar o equilíbrio de poder entre os inimigos dos assassinos. Pela mesma razão, Assassinos podem ser encontrados como aliados de francos ou de muçulmanos, conforme as necessidades do momento ditassem.

Durante o século XIII, os Assassinos sírios estavam quase permanentemente sujeitos aos Hospitalários.


A força da seita foi efetivamente quebrada quando seu quartel-general em Alamut foi destruído pelos mongóis em 1256, o núcleo dos sectários persas sendo praticamente exterminado em 1257.

Os assassinos sírios duraram um pouco mais, embora o sultão mameluco Baibars tenha alcançado sua final destruição em 1273, acabando com seu poder político para sempre. No entanto, Assassinos ainda aparecem ocasionalmente depois disso, em 1275 chegando até mesmo a recapturar Alamut e mantê-lo por alguns meses.

Embora os sectários restantes tenham sido gradualmente absorvidos por outros grupos isma'ilitas, eles continuaram a ser empregados como assassinos políticos sob os mamelucos, Ibn Battuta registrando como durante o século XIV eles eram normalmente pagos a uma taxa fixa por assassinato.

Espalhadas como as comunidades da seita estavam, é impossível estabelecer seu potencial militar, mas William de Tiro afirma que os assassinos sírios eram 60.000 e Burchard do Monte Sião, 40.000; registra-se que os assassinos sírios colocaram em campo cerca de 10.000 homens contra os francos já em 1128.

Eles dependiam de milícias cívicas voluntárias tanto para a infantaria quanto para a cavalaria; estes eram de alto padrão e recebiam pagamento pela duração de seu serviço, geralmente na forma de saque, sendo que os cavaleiros recebiam duas vezes mais do que os soldados de infantaria.”


Os imperadores do Império Seljúcida lutaram com os Assassinos por muitos anos, mas falharam. Sabbah forçou uma das escravas do imperador a colocar uma adaga e uma carta ameaçadora sob seu travesseiro. O imperador Ahmad Sanjar não teve chance a não ser negociar com Sabbah.

Os Hashshashins se expandiram por Mosul e Diyarbakır. Ninguém tinha coragem de sair sem armadura. Bom em se comunicar por meio de pombos, Sabbah se comunicou com os cruzados e os apoiou contra os sunitas.

Os Hashshashins foram a força mais destrutiva que enfraqueceu o Império Seljúcida e ameaçou a integração turco-islâmica. Os estudiosos descrevem aqueles anos como a era maldita.


 


Hasan-e-Sabbah era um homem inteligente, talentoso e organizado, com conhecimento em vários campos, incluindo matemática.

Além disso, ele foi descrito como um homem justo, religioso, crítico e sofredor que matou seus dois filhos porque um deles bebia vinho e o outro era um assassino.

Sua arma mais poderosa era a lealdade e a disciplina. O principal objetivo de Sabbah não era a religião, mas destruir a estrutura política e social.

À luz do fato de que seus apoiadores estavam totalmente motivados, os Hashshashins eram um grupo militar duradouro. Além disso, o "jardim do paraíso", que foi construído em Alamut, é apenas um relato imaginário de historiadores ou viajantes como Marco Polo, que nunca visitaram o local.


Hasan-e-Sabbah morreu em Alamut em 1224 quando tinha 80 anos. Infelizmente, a maioria de suas obras não sobreviveu.

As forças militares do governante mongol Hulagu Khan enviaram um ladrão para pegar um ladrão, capturando o Castelo Alamut e eliminando os Hashshashins em 1256. Aqueles que fugiram para o Azerbaijão e a Anatólia espalharam a crença Batiniyyah sob o nome de "Hurufisim".

Depois de muitos anos, eles se infiltraram em algumas lojas de dervixes da Anatólia e treinaram Ismail I, o fundador da Dinastia Safávida. Nasiruddin at-Tusi, o último vizir dos Hashshashins, entrou para o serviço de Hulagu Khan. Entre os imãs de Alamut, apenas Hasan III era sunita. Derrubando o Império Fatímida em 1771, Salahaddin, fundador da Dinastia Aiúbida, reexpandiu a denominação sunita no norte da África. Segundo relatos históricos, um grupo da dinastia fatímida foi para a Sicília e secretamente realizou suas práticas. Eles teriam criado o protótipo da máfia.


Vários estudiosos europeus estão interessados ​​na história de Hassan-e-Sabbah e Hashshashins. Eles são o tema de muitos romances e filmes. Embora os assassinos de Sabbah sejam considerados descendentes dos terroristas muçulmanos extremistas de hoje, deve-se notar que os principais alvos dos Hashshashins eram na verdade muçulmanos.

A dinastia do último Hashshashin Imam Ruknuddin sobrevive hoje como uma pequena tribo no sul do Irã.


Em 1838, Agha Khan I refugiou-se na Índia quando foi derrotado durante uma revolta no Irã. Ele comprou uma casa de fazenda em Bombaim e foi reconhecido como o príncipe do ismaelismo na Índia sob o domínio do Reino Unido.

Seus ancestrais estão entre as pessoas mais ricas do mundo. Agha Khan apoiou o domínio do Reino Unido na Índia, adquirindo uma missão diplomática. Agha Khan III, que era popular em revistas de celebridades e nas praias do Mediterrâneo, escreveu uma carta a İsmet İnönü, o segundo presidente da República Turca, sobre a abolição do califado.


Ele foi o último Batini que tentou derrubar o islamismo sunita. Seu filho Ali Khan se casou com a artista de Hollywood Rita Hayworth. Kerim Agha Khan IV, que era um arquiteto conhecido, é o atual líder do Batiniyyah.

BONUS:

Cena - Seljuques em ação: Tapar (Filho de Melikshah) e seus soldados contra os Bizantinos.

Ao final, Sabbah dentro da sua própria ordem de origem, encenando a sua submissão, até tornar-se o verdadeiro líder dos Hashshashins !


Omar Khayyam, Nizam al-Mulk, Hassan-i Sabbah - - Três amigos de infância, um pacto e o Castelo de Alamut

No próximo artigo, abordarei os três amigos de infância (Omar Khayyam, Nizam al-Mulk, Hassan-i Sabbah), o pacto e o Castelo de Alamut.
Imperdível!

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FLAVIO AMATTI FILHO - PESQUISADOR - EQUIPE ARQUEOHISTÓRIA

Obrigado pela leitura e até o próximo POST

Um abraço

FLAVIO AMATTI FILHO














Bibliografia, Fontes e Referencias:



  1. Daftary 2007, p. 313.

  2. ^ Frischauer, Willi (1970). "Capítulo II". Os Aga Khans . A cabeça de Bodley. pág. 40. ISBN 0-370-01304-2.

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  9. ^ Lewis, Bernard (novembro de 2002). "3. A Nova Pregação" . Os Assassinos . Livros Básicos. pág. 38. ISBN 978-0-465-00498-0. Hasan-i Sabbah nasceu na cidade de Qumm, um dos primeiros centros de colonização árabe na Pérsia e um reduto do xiismo doze anos. Seu pai, um xiita doze anos, veio de Kufa, no Iraque, e dizem que ser de origem iemenita - mais fantasiosamente, um descendente dos antigos reis himiaritas do sul da Arábia.

  10. ^ Daftary 2007 , pág. 313: Seu pai, 'Ali b. Mohamed b. Ja'far b. al-Husayn b. Mohamed b. al-Sabbah al-Himyari, um árabe kufan que reivindicava origens yamani, havia migrado do Sawad de Kufa para a cidade tradicionalmente xiita de Qumm, na Pérsia.

  11. ^ Lewis, Bernard (1967). Os Assassinos: Uma Seita Radical no Islã . Imprensa da Universidade de Oxford.

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  14. ^Salte para:a b Daftary, Farhad,The Isma'ilis, pp. 310–11.

  15. ^Salte para:a b Daftary 2007, p. 316.

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