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  • Foto do escritorFlávio Amatti Filho

HAICO (HAYK NAHAPET)- TETRANETO DE NOÉ e FUNDADOR DA ARMENIA

Atualizado: 1 de nov. de 2023


Haico (em armênio/arménio: Հայկ; romaniz.: Hayk, Haik ou Haig) é o lendário patriarca e fundador da Nação Armênia. Dizem ser tetraneto de Noé, descendente pela parte de Jafé. Sua história é contada na História da Armênia de Moisés de Corene.


Nome da Armênia é um exônimo, pois o nome do país em Armênio é Hayastan que significa terra de Haico.



Moisés de Corene (em armênio/arménio: Մովսէս Խորենացի; romaniz.: Movsēs Xorenac‘i/Movses Khorenats'i; Corene, século V) é tradicionalmente considerado o autor da mais significativa história medieval armênia. A ele é creditado o mais antigo historiógrafo conhecido a tratar da Armênia, embora seja conhecido também como poeta, hinógrafo e gramático.

Moisés de Corene segúndo o pintor armênio contemporâneo Gevorg Avagyan.


A FANTÁSTICA HISTORIA DA ARMÊNIA.


A História da Armênia (português brasileiro) ou Arménia (português europeu) inclui uma sucessão de fatos que vão desde o seu povoamento até à composição política atual.

A Armênia foi um império regional com uma cultura rica nos anos que antecederam o século I d.C.

Em 301, a Armênia foi o primeiro estado a adotar formalmente o cristianismo como religião oficial de estado, doze anos antes de Roma.

Oscilou entre diversas dinastias, mas depois de uma sucessão de ocupações (parta, romana, árabe, mongol e persa), a Armênia enfraqueceu substancialmente.


Em 1454, o Império Otomano e o Império Safávida dividiram a Armênia entre si.

ARMÊNIA NA ANTIGUIDADE:


A Armênia é povoada desde os tempos pré-históricos e era o suposto local do Jardim do Éden bíblico.


O país se localiza no planalto ao entorno da montanha bíblica do Ararat.



Por Nareklm (discussão · contribs) - Este arquivo foi derivado de: Maps of the Armenian Empire of Tigranes.gif:, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=30547714

Monte Ararate, visto de Khor Virap, Armênia.

Segundo a tradição judaico-cristã, foi o local onde a Arca de Noé encalhou após a narrativa do Dilúvio.


MONTE ARARAT EM 3D

Por NASA/JPL/NIMA - http://de.wikipedia.org/wiki/Bild:Ararat_PIA03399_modest.jpghttp://photojournal.jpl.nasa.gov/catalog/PIA03399, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=623205

As descobertas arqueológicas continuam a confirmar que o planalto armênio foi ocupado por civilizações primitivas e talvez tenha sido aí que surgiu a agricultura e a civilização.


De 6 000 a 1 000 AEC, ferramentas como lanças, machados e pequenos artefatos de cobre, bronze e ferro eram comumente produzidos na Armênia e trocados nas terras vizinhas onde esses metais eram menos abundantes.



A cultura zarziana é uma cultura arqueológica do final do Paleolítico e Mesolítico no sudoeste da Ásia que compreende também a região da ARMÊNIA.

Estima-se que o período da cultura tenha existido por volta de 18.000-8.000 AEC e foi precedida pela cultura baradostiana na mesma região e estava relacionada com acultura Imereti do Cáucaso.


A cultura foi nomeada e reconhecida da caverna de Zarzi, no Curdistão iraquiano.

Aqui foram encontrados muitos microlitos (até 20% encontra). Suas formas são trapézios curtos e assimétricos, e triângulos com cavidades.


Andy Burns afirma: "O Zarzian da região de Zagros, no Irã, é contemporâneo do Natufian,mas diferente dele. As únicas datas para todo o Zarzian vêm da Caverna de Palegawra, e datam de 17.300-17.000 BP, mas é claro que é amplamente contemporâneo com o Kebaran Levantino, com o qual compartilha características. Parece ter evoluído do Paleolítico Superior Baradostian."


Existem apenas alguns sítios zarzianos e a área parece ter sido bastante escassamente povoada durante o Epipaleolítico. Vestígios faunísticos do Zarzian indicam que a forma temporária de estruturas indica uma estratégia de subsistência de caçadores-coletores, focada em onager, veados vermelhos e caprinos. Locais mais conhecidos incluem Palegawra Cave, Shanidar B2 e Zarzi."


A cultura zarziana parece ter participado dos estágios iniciais do que Kent Flannery chamou de revolução de amplo espectro.


A cultura zarziana é encontrada associada a restos docão domesticadoe à introdução do arco e flecha. Parece ter se estendido para o norte na região de Gobustan (Kobystan, Qobustan) e para o leste do Irã como um precursor do Hissare culturas relacionadas



Pequenos lunatos do sítio epipaleolítico de Mar Dalan, Rawansar, Kermanshah, Zagros

A cultura zarziana é encontrada associada a restos do cão domesticado e à introdução do arco e flecha. Devido a esse fato, os povos subsequentes que dominaram essa região, bem como a região do Norte e do Leste Asiático dominavam com maestria o Arco e Flecha.

Quadro apresentando Atila, o Huno em seu tradicional "Tiro de Huno" (sentado a cavalo, de costas e disparando a sua flecha)

Mongóis e Turcomanos, são exemplo de povos com grande domínio do Arco e Flecha.

A Armênia é a principal herdeira do lendário país Arata (Ararate), mencionado em inscrições sumérias

Na Idade do Bronze, muitos Estados floresceram na área da Grande Armênia (ou "Armênia histórica"), incluindo o Império Hitita (o mais poderoso), o Mitani (sudoeste da Grande Armênia) e Hayasa-Azzi (1 500−1 200 a.C.). Na época, o povo de Nairi (do século XII ao IX a.C.) e o reino de Urartu (1 000−600 a.C.) sucessivamente estabeleceram suas soberanias no planalto Armênio.


Modernas teorias admitem a origem dos armênios como oriundos dos Bálcãs, parte das tribos trácio-frígias, que atravessaram o Helesponto no século XVIII a.C. e se instalaram na Ásia Menor.


Entraram em contacto com os hititas, guerrearam com eles e foram vencidos pelos cimérios, procedentes das margens do mar Negro. Uma parte dos frígios dirigiu-se para o Oriente e a outra se fixou na região chamada Urartu - Erevã, a moderna capital da República da Armênia, foi fundada em 782 AEC. pelo rei urartiano Arguisti I.


Por volta do ano 600 AEC., o reino da Armênia, que existiu sob diversas dinastias até ao ano de 428 EC estava estabelecido sob a dinastia orôntida.


O reino alcançou seu maior tamanho entre 95 e 66 AEC., no reinado de Tigranes, o Grande, tornando-se um dos mais poderosos reinos da região.


Ao longo da história, o reino da Armênia gozou de períodos de independência alternados com períodos de submissão aos impérios seus contemporâneos. Devido à sua posição estratégica entre dois continentes, a Armênia, foi invadida por diversos povos, incluindo assírios, gregos, romanos, bizantinos, árabes, mongóis, persas, turcos otomanos e russos.


Domínio estrangeiro

A Armênia persa entre os anos de 387 e 591.


Durante a década de 1230, o Ilcanato conquistou o principado dos Zacáridas, assim como o resto da Armênia. Os invasores mongóis vieram seguidos de outras tribos da Ásia Central, em um processo que durou da década de 1200 até 1400. Após incessantes invasões, cada uma trazendo muita destruição, a Armênia ficou enfraquecida. Durante o século XVI o Império Otomano e o Império Safávida dividiram a Armênia entre si. Mais tarde, em 1813 e 1828, o Império Russo incorporou a Armênia oriental (que consistia em Erevã e as terras de Carabaque, na Pérsia).


A Armênia sob domínio do Império Otomano

A Armênia tornou-se parte integrante do Império Otomano com o reinado de Selim II (r. 1524–1574). A anexação tinha sido iniciada no século anterior, quando Maomé II, o Conquistador ofereceu apoio otomano para iniciar o Patriarcado Armênio de Constantinopla. Esta situação perdurou por 300 anos até que a guerra russo-turca de 1828-1829, quando a parte oriental do território foi cedida ao Império Russo. A parte restante, também conhecida como Armênia Ocidental ou Armênia Otomana, prosseguiu sob o domínio otomano até ao final da Primeira Guerra Mundial.

Sob o jugo otomano, os armênios tiveram relativa autonomia em seus próprios enclaves e viviam em relativa autonomia com os demais grupos constituintes do império (incluindo os turcos). Entretanto, os cristãos viviam em um sistema social muçulmano estrito.[carece de fontes] Os armênios enfrentaram uma discriminação persistente que se intensificou no século XIX. Quando reivindicaram maiores direitos, o sultão Abdulamide II, em resposta, organizou massacres e deportação de armênios entre os anos de 1894 e 1896, que resultaram num número de mortos estimado em 300 mil. Os massacres hamidianos, como ficaram conhecidos, deram a fama Abdulamide de "Sultão Vermelho" ou "Sultão Sangrento".

Quando o Império Otomano entrou em colapso, os Jovens Turcos assumiram o poder em 1908. Os armênios, que viviam em toda a parte do até então Império Otomano, depositaram as suas esperanças no Comitê para a União e o Progresso, criado pelos Jovens Turcos, como caminho para o fim das mortes e perseguições aos armênios e que eles deixariam de ser cidadãos de segunda classe. Porém, o pacote de reformas para os armênios de 1914 apresentaria a solução definitiva para os ensejos armênios e para toda a questão armênia da pior forma possível.


A Armênia sob domínio do Império Russo

Em 1813 e em 1828, a Armênia actual (que consistia nos canatos de Erevã e de Carabaque) foi temporariamente incorporada no Império Russo. Após a guerra russo-persa de 1826-1828, os territórios históricos da Armênia ficaram sob controle persa, enfocando Erevã e o Lago Sevan, foram incorporadas na Rússia.

Sob uma lei russa, a área que corresponde aproximadamente ao território armênio da atualidade foi chamado de "Província de Erevã." Os súditos armênios do Império Russo viveram em relativa segurança, em comparação com os otomanos, onde os enfrentamentos com tártaros e curdos seriam frequentes até ao início do século XX.

Durante o século XIX e início do XX, os russos desenvolveram um ambicioso plano de expansão nos territórios da Armênia, a fim de chegar ao Mediterrâneo. Isto provocou um novo conflito entre russos e otomanos, que finalmente culminou na Guerra russo-turca de 1828-1829. No rescaldo da guerra o Império Otomano cedeu uma pequena parte da tradicional pátria armênia ao império russo. Esta área é conhecida como Armênia Oriental, enquanto a Armênia Ocidental permaneceu sob soberania otomana.


Primeira Guerra Mundial

Com o advento da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano e o Império Russo ocuparam o Cáucaso durante a "Campanha Persa". O novo governo turco começou a olhar para os armênios com dúvidas e suspeitas devido sobretudo ao fato do Império Russo ter em seu exército um contingente de voluntários armênios. Em 24 de abril de 1915, cerca de 600 intelectuais armênios foram presos e exterminados a mando de autoridades otomanas e com a lei Tehcir de 29 de maio de 1915, uma grande parcela da população armênia que vivia na Anatólia começou a ser deportada e privada de seus bens, em um processo que levou à morte de cerca de 1,5 milhões de armênios.


Genocídio armênio

O povo dos Estados Unidos contribuíram com um montante significativo de ajudas aos armênios durante o Genocídio armênio. Este cartaz de 1918 do Comité de Socorro no Próximo Oriente diz "eles não perecerão."


Ver artigo principal: Genocídio armênio


Em 1915, o Império Otomano realizou sistematicamente o genocídio armênio.


Este genocídio foi precedido por uma onda de massacres nos anos 1894-1896, e por outro em 1909 em Adana. Em 1915, com a Primeira Guerra Mundial em curso, os turcos otomanos acusaram os (cristãos) armênios como responsáveis por se aliarem com a Rússia, e toda a população armênia passa a ser tratada como um inimigo dentro de seu império em uma onda de limpeza étnica.

Os acontecimentos de 1915 a 1923 são considerados pelos arménios e pela grande maioria dos historiadores ocidentais como um assassinato em massa promovido pelo Estado. As autoridades turcas, no entanto, sustentam que as mortes foram o resultado de uma guerra civil, acompanhada das doenças e da fome, com baixas de ambos os lados.

O número exato de mortes é difícil de se estabelecer.


Estima-se pelas muitas fontes que cerca de um milhão e meio de armênios pereceram em campos de concentração, o que exclui os armênios que podem ter morrido de outras maneiras. A maioria das estimativas coloca o número total de óbitos entre 600 mil (pelos estudiosos ocidentais).

Civis armênios sendo deportados durante o Genocídio armênio

Esta limpeza étnica realizada pelo İttihat ve Terakki não foram só feitas contras os armênios, as políticas de limpeza étnica foram realizadas também contra os gregos e assírios

Este ato de limpeza étnica foi feito pelos turcos otomanos com o objetivo de "turquificar" o Império Otomano completamente.

Esses atos de genocídio não se deram apenas a partir de 1915 até 1918, mas antes e depois também.


A Armênia Ocidental foi devastada e despovoada, e o povo armênio perdeu inúmeras riquezas e tesouros culturais de valor incalculável

ATUALIDADE


A Armênia continua envolvida num longo conflito com o Azerbaijão na chamada Guerra de Alto Carabaque, sobre a soberania de Alto Carabaque, um enclave povoado em sua maioria por armênios que foi incluído por Josef Stalin, no então Azerbaijão soviético.


A Armênia e o Azerbaijão começaram a lutar pelo enclave em 1988 e a guerra chegou "as vias de fato" em 1991,quando ambos países declararam a sua independência da União Soviética .


Em Maio de 1994, quando um cessar-fogo foi implementado, as forças armênias controlavam não só a área de Alto Carabaque mas também uma pequena área do próprio Azerbaijão. As economias de ambos os lados foram extremamente afetadas pelo conflito, já que ambos não conseguiram resolver de forma pacífica os conflitos, já que houve embargos e bloqueios mútuos e consequentemente as economias de ambos estagnaram por muitos anos.


Nos primeiros anos do século XXI a Armênia enfrentou grandes dificuldades. Mesmo assim, apesar dos altos índices de desemprego, conseguiu fazer algumas melhorias econômicas, entre as quais, conseguiu se tornar completamente uma economia de mercado. Desde 2007,se posiciona como a 32ª nação mais economicamente livre no mundo. Suas relações com a Europa, o Oriente Médio e os outros países da Comunidade dos Estados Independentes têm permitido o aumento do comércio no país.


Suprimentos essenciais, além de gás e óleo chegam por meio de duas fronteiras: a República Islâmica do Irã e a Geórgia país com que Erevã demonstra relações cordiais.



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FLAVIO AMATTI FILHO - PESQUISADOR - EQUIPE ARQUEOHISTÓRIA

Obrigado pela leitura e até o próximo POST

Um abraço

FLAVIO AMATTI FILHO












Bibliografia, Fontes e Referencias:



  1. Nubar Kerimian (1982). Massacre de Armênios e Memórias de Naim Bei para Aram Adonian 1982 ed. São Paulo: Igreja Apostólica Armênia

  2. Vahan Kurkjian (1958). History of Armenia 1964 ed. Michigan: Armenian General Benevolent Union

  3. Armenian Soviet Encyclopedia. Erevã: Armenian Encyclopedia. 1987. pp. v. 12

  4. Artak Movsisyan (2000). Sacred Highland: Armenia in the spiritual conception of the Near East. [S.l.]: Yerevan

  5. Martiros Kavoukjian (1982). The Genesis of Armenian People. [S.l.]: Montreal

  6. Estrabão, Geografia, Livro XI, 15

  7. «The World Factbook: Armenia». CIA. Consultado em 15 de novembro de 2007

  8. Borgna Brunner. Time Almanac with Information Please 2007. [S.l.: s.n.] p. 685. 193340549X

  9. J. S. Kirakosian (1972). Hayastane michazkayin divanakitut'yan ew sovetakan artakin kaghakakanut'yan pastateghterum, 1828-1923 (Armenia in the documents of international diplomacy and Soviet foreign policy, 1828-1923) (em arménio). [S.l.]: Yerevan. pp. 149–358

  10. Britannica Armenian genocide

  11. armenianhighland.com

  12. Ir para:a b «Armenia: Coat of arms». Consultado em 11 de novembro de 2008

  13. «Armenia in the Soviet Union». Consultado em 11 de novembro de 2008

  14. ^ Mellaart, James (1976) "O Neolítico do Oriente Próximo" (MacMillan)


  • Deborah I. Olszewski: "O Zarziano no Contexto do Oriente Médio Epipaleolítico", in:Humanidades19 (2012) 1-20, hier: S. 2.

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