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  • Foto do escritorFlávio Amatti Filho

Além de Jerusalém: Do Politeísmo ao Monoteísmo - parte 2

Atualizado: 31 de out. de 2023

Esse artigo é uma continuação do artigo anterior "Além de Jerusalém: Do Politeísmo ao Monoteísmo - parte 1" e é em comemoração ao DIA DE JERUSALÉM - 18 DE MAIO 2023.


"Quando o Sol se encontrar com a Lua e com a Estrela, sabei que é chegado o fim."




E então......


Quando vos afirmarem: “Paz e segurança!”, eis que repentina destruição se precipitará sobre eles, assim como “as dores de parto” tomam uma mulher grávida, e de forma alguma encontrarão escape." Tessalonicenses 5:3

"E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão desesperadas, com medo do terrível estrondo do mar e das ondas."



Jerusalém no período medieval


Foi então, que na Idade Média, a cidade agora com o nome de Jerusalém, permaneceu sobre domínio do Império Romano até 476 E.C, quando se deu a queda do Império Romano do Ocidente e posteriormente, a cidade passou então a ser governada pelo Império Romano do Oriente, mais conhecido como Império Bizantino.


Assim sendo, entre os anos de 614 e 628, os Sassânidas, uma Dinastia Persa que também tinha muitos interesses em Jerusalém, além de ser uma das principais potencias da época, passaram a ameaçar o domínio dessa cidade junto aos Bizantinos.


E com a criação do Islamismo em 610 E.C, alguns anos depois, em 637 E.C, Jerusalém passa então ao domínio do califa Omar, e que ao mesmo tempo, por influência do patriarca da cidade, Sofrônio, Omar decide render as terras de Jerusalém para as tropas do Califado Ortodoxo, mas apesar da conquista das tropas ortodoxas, cristãos e judeus mediante ao pagamentos de impostos, podiam continuar na cidade exercendo suas religiões, contudo, essa cobrança de impostos não foi suficiente para manter a liberdade de culto na cidade e após o século XI, o califa egípcio al-Hakim iniciou uma série de perseguições tanto contra os judeus, como os cristãos.


Até que em 1009, al-Hakim ordenou que todas as igrejas cristãs na cidade fossem destruídas, inclusive, a Igreja de Santo Sepulcro, vide imagem abaixo:


Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém

Também expulsos de Jerusalém, somente em 1909 os hebreus conquistam novamente a cidade, e essa conquista só foi possível porque em 1905, o papa Urbano II deu início à expedições religiosas, que ficaram conhecidas como Cruzadas. Assim, as tropas cristãs partiram da Europa Ocidental e foram em direção à Jerusalém, conquistando, após quatro anos, a região dando início a disputa entre cristãos e muçulmanos.



Entre cristãos e muçulmanos


No entanto, o controle cristão sobre Jerusalém durou até 1187, quando sobre liderança de Saladino – líder dos aiúbidas, os muçulmanos reconquistaram a cidade, iniciando uma disputa entre cristãos e muçulmanos, até que em 1229, o controle da cidade volta para as mãos dos cristãos, após o sultão do Egito, al-Kamil assinar um acordo com o rei do Sacro Império Romano-Germânico, Frederico II.


Tropas cristãs se rendendo a Saladino
Saladino, foi um chefe militar curdo muçulmano, ele se tornou sultão do Egito e da Síria e liderou a oposição islâmica aos cruzados europeus no Levante.

Ṣalāḥ ad-Dīn Yūsuf ibn Ayyūb — mais conhecido no ocidente como Saladino — foi o principal sultão de sua época.

Considerado o campeão da guerra santa, Saladino se tornou o herói de um ciclo de lendas, que percorreram todo o Oriente Médio e a Europa, e seus feitos são lembrados e admirados até os dias de hoje pelos povos muçulmanos.

Forte protector da cultura islâmica, não era apenas um líder militar, mas também um excelente administrador dos seus domínios. Mandou reconstruir a Mesquita de Al-Aqsa na cidade de Jerusalém, e ordenou também a construção da cidadela do Cairo e outros monumentos de interesse.

Entretanto, nova reviravolta, em 1244, Jerusalém volta para as mãos dos muçulmanos por conta da invasão dos turcos na Palestina. Os turcos, naquela época, fugiam dos povos mongóis. Assim, por conta da invasão, os aiúbidas retornaram o poder na Palestina e posteriormente, em 1260, os mamelucos conquistam a cidade e dominam o território até 1517.


Em seguida, a região fica sobre domínio dos otomanos – império turco – que domina a Palestina até 1917, quando então, no advento da Primeira Guerra Mundial.


Fim do domínio otomano


Agora, acredito que vocês lendo esse artigo, passem a entender melhor o processo pelo qual a cidade de Jerusalém atravessou ao longo de milênios.


Vamos continuar......



Império Otomano em Jerusalém.

Na primeira Guerra Mundial, houve a Declaração de Balfour, que foi uma declaração pública emitida pelo governo britânico, através do seu ministro das relações exteriores, Arthur James Balfour, 1º Conde de Balfour, também conhecido como Lord Balfour, em 1917 durante a Primeira Guerra Mundial anunciando seu apoio ao estabelecimento de um "lar nacional para o povo judeu" na Palestina , então uma região otomana com uma pequena população judaica minoritária.


A declaração estava contida em uma carta datada de 2 de novembro de 1917 do ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Arthur Balfour , a Lord Rothschild , um líder da comunidade judaica britânica , para transmissão à Federação Sionista da Grã-Bretanha e Irlanda.


O texto da declaração foi publicado na imprensa em 9 de novembro de 1917.


A carta original de Balfour para Rothschild; a declaração diz:

O Governo de Sua Majestade vê favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e envidará seus melhores esforços para facilitar a realização deste objetivo, sendo claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas existentes na Palestina, ou os direitos e status político desfrutados pelos judeus em qualquer outro país.


 

O que nunca te ensinaram nas escolas sobre o IMPÉRIO BRITÂNICO - parte 3.



 

O conflito existente entre palestinos e israelenses iniciou após a promessa dos ingleses de criar um Estado nacional que beneficiaria ambas as nações, no entanto, israelenses e palestinos almejavam o mesmo local para a formação do Estado e não cediam para um acordo e além disso, o conflito entre ambos gerou, no final do século XIX, o sionismo.


Nesse sentido, o sionismo foi um movimento judeu que visava a formação do Estado nacional para os judeus, por conta do antissemitismo que crescia na época e assim, os judeus começaram a se organizar para criar o Estado na Palestina.


A criação do Estado na Palestina fez diversos judeus migrarem para a região, formando várias cidades tanto que o aumento dos judeus na Palestina cresceu consideravelmente, chegando a 34 mil pessoas, em 1922.


JERUSALÉM - Conflitos e mais conflitos, agora entre árabes e judeus


Como os britânicos haviam prometido a criação de um Estado que atendesse as demandas de palestinos (árabes) e israelenses, os palestinos perceberam que a promessa não seria cumprida e que os judeus almejavam a mesma região para formação do Estado, então, os árabes palestinos iniciaram um movimento para que seus direitos fossem protegidos e a frente do movimento nacionalista estava Hajj Amin al-Husseini, que liderou o movimento nas décadas de 1920 e 1930.


Líder nacionalista, Hajj Amin al-Husseini
Com isso, os conflitos entre árabes e judeus se agravaram ainda mais, já que os palestinos não aceitavam que a Palestina fosse dividida com os judeus.

Como forma de combater as ameaças dos palestinos, os judeus criaram grupos terroristas, como o Irgun, criado em 1931. Mas os conflitos internos tomaram proporções incalculáveis e sem nenhuma solução para o caso, os britânicos entregaram, em 1947, o controle da Palestina nas mãos da Organização das Nações Unidas (ONU) que após assembleia realizada em 1947, a ONU decidiu dividir a Palestina entre o Estado de Israel e o Estado da Palestina e enquanto isso, a cidade de Jerusalém, estaria sobre domínio internacional.


Conflitos, guerras e mais guerras !!!


Com a oficialização do Estado de Israel, países árabes se uniram e declararam guerra aos israelenses dando inicio a Primeira Guerra Árabe-Israelense com como principal motivo, a divisão da Palestina estabelecida pela ONU.


Tropas israelitas e árabes lutaram pelo domínio da Palestina até que no final, os israelenses venceram a primeira guerra e conseguiram ampliar o território e a velha Jerusalém foi dividida entre israelenses e jordanianos.


O domínio dos jordanianos se concentrou na parte Oriental de Jerusalém, enquanto que os israelenses dominaram a parte Ocidental da cidade.


A cidade de Jerusalém ficou assim dividida até 1967, quando os israelenses conseguiram o domínio da parte Oriental durante aquilo que se chamaos de a Guerra dos Seis Dias.


E desde então, a cidade "sagrada", JERUSALÉM, está sob o domínio do governo de Israel.

Guerra dos seis dias

A Guerra dos Seis Dias, que transcorreu entre 5 e 10 de junho de 1967, foi a terceira guerra travada entre o Estado de Israel e os países árabes vizinhos, ou seja, tendo de um lado do conflito as forças armadas do Estado de Israel e, do outro, as do Egito, Síria, Jordânia e Iraque, que, por sua vez, receberam o apoio de Kuwait, Líbia, Arábia Saudita, Argélia e Sudão.


Essa foi a guerra mais rápida travada entre árabes e israelenses e foi também a guerra que possibilitou a Israel expandir seu território, conquistando a Península do Sinai, a Cisjordânia, Gaza, Jerusalém oriental e as colinas de Golã – o que, posteriormente, desencadeou a Guerra do Yom Kippur, em 1973.



As duas guerras anteriores entre árabes e Israelenses foram originadas desde a Independência do Estado de Israel, em 1948.

Nas décadas de 1950 e 1960, estava em ascensão o nacionalismo árabe, liderado pelo presidente do Egito e posterior presidente da República Árabe Unida (RAU), Gamal Abdel Nasser. Abdel Nasser era apoiado por Hafez al-Assad, da Síria, pelo rei Hussein, da Jordânia, e por outros chefes de Estado árabes, sobretudo os que integravam a Liga Árabe.


Na Segunda Conferência do Cairo, de 1964, esses países deixaram claro, por meio de uma declaração, que um dos seus objetivos principais era a destruição do Estado de Israel.

Esse tipo de postura aumentou sobremaneira a tensão na região do Oriente Médio.


A situação piorou quando Síria e Jordânia passaram a dar apoio a grupos guerrilheiros nascidos da Organização para a Libertação da Palestina, a OLP, e a movimentar tropas regulares nas fronteiras com Israel, em maio de 1967. Pressionado por sírios e jordanianos, Gamal Abdel Nasser mobilizou tropas egípcias na Península do Sinai, em 16 de maio, e ordenou que as tropas da ONU – presentes no lugar desde o fim da última guerra árabe-israelense (1956) – retirassem-se. Em 22 do mesmo mês, Nasser ordenou o bloqueio ao Golfo de Aqaba. Em 4 de junho, o Iraque juntou-se ao pacto jordaniano-egípcio de ajuda mútua em caso de guerra. Antevendo um ataque coordenado desses países, no dia seguinte, Israel deu início à sua “guerra-relâmpago”.


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MINHA MENSAGEM FINAL !!!!


VIVAM EM PAZ !!





 







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Obrigado pela leitura e até o próximo POST

Um abraço

FLAVIO AMATTI FILHO


Bibliografia, Fontes e Referencias:


  • CAMARGO, Cláudio. “Guerras Árabes-Israelenses”. In: MAGNOLI, Demétrio. História das Guerras. São Paulo: Contexto, 2013. p. 441-42.

  • ARMSTRONG, Karen. Jerusalém: uma cidade, três religiões. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 23.

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