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O calendário Gregoriano e o nascimento de Cristo 5 anos dele nascer

Atualizado: 1 de nov. de 2023

Há 440 anos, o papa mostrou que tinha, sim, autoridade temporal. Literalmente, foi por meio de uma canetada pontifícia que um novo calendário foi instituído, em fevereiro de 1582.


Instrumento de marcação da passagem do tempo, o calendário sofreu várias alterações ao longo de sua história

O calendário gregoriano surgiu em virtude de uma modificação no calendário juliano, realizada em 1582, para ajustar o ano civil, o do calendário, ao ano solar, decorrente do movimento de elipse realizado pela Terra em torno do Sol.


Antes de Júlio César (100 a.e.c – 44 a.e.c.), o calendário que vigorava em Roma era dividido em 355 dias e 12 meses, o que causava um grande desajustamento ao longo do tempo, pois as estações do ano passavam a ocorrer em datas diferentes. Quando se tornou ditador da República romana, Júlio César resolveu reformar o calendário para adequá-lo novamente ao tempo natural.


Até o papa Gregório 13 introduzir a mudança, o calendário utilizado era o juliano, um legado da Roma antiga

O calendário gregoriano é o calendário utilizado pela maior parte do mundo, incluindo o Brasil. Também chamado de calendário cristão ou ocidental, ele é estabelece um padrão internacional para representação de datas.

Regido pelo movimento da Terra ao redor do Sol, o calendário possui 365 dias divididos em 12 meses. Desses, quatro possuem 30 dias, enquanto outros sete possuem 31. Além desses, o mês de fevereiro possui 28 dias, eventualmente possuindo 29, em anos bissextos.


Dessa maneira, cada ano tem um total de 52 ou 53 semanas, com sete dias cada. Segundo o padrão internacional, o começo da semana acontece na segunda-feira.


Antes da adoção do calendário gregoriano, o calendário juliano era o vigente. Implementado por Júlio César, em 46 a.e.c., ele fora criado pelo astrônomo grego Sosígenes, da Escola de Alexandria.


Detalhe da tumba do papa Gregório XIII celebrando a introdução do calendário gregoriano -- Camillo Rusconi (1658–1728); photograph de:User:Rsuessbr - Obra do próprio

O CALENDÁRIO JULIANO.


O nome é uma homenagem a Júlio César, na altura pontífice máximo da República Romana, a quem competia a tarefa de decidir quando se introduziam os meses intercalares no calendário romano tradicional, um calendário lunissolar.

Júlio César, cônsul romano e reformador do calendário. Por Andrew Bossi - Obra do próprio, CC BY-SA 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3201924

Um calendário lunissolar é um calendário baseado nos movimentos da lua e do sol.
Neste tipo de calendário, procura-se harmonizar a duração do ano solar com os ciclos mensais da lua através de ajustamentos periódicos. Assim os doze meses têm ao todo 354 dias e os dias que faltam para corresponder ao ciclo solar obtêm-se através da introdução periódica de um mês extra, o chamado 13o mês lunar.

CURIOSIDADE : >>> Segundo Isaac Newton, os gregos antigos usavam um calendário lunissolar, em que o ano era composto por doze meses de aproximadamente trinta dias; o mês era corrigido (para menos) pelas fases da lua, e o ano era corrigido (para mais) com o eventual acréscimo de um mês


EXEMPLOS DE CALENDÁRIOS LUNISSOLARES:

  • Calendário budista

  • Calendário chinês

  • Calendário hindu

  • Calendário judaico

A reforma do calendário juliano entrou em vigor no dia 1 de janeiro do ano 45 a.e.c., tornando o calendário romano num calendário solar, alinhado pelas estações do ano, à semelhança do calendário egípcio já então em vigor.


As principais características foram:

  • Fixar o calendário anual em 365 dias que se designa ano comum, herança dos astrônomos sacerdotes egípcios, que estabeleceram um ano de 365 dias, por volta do ano 2 800 a.e.c.;

  • Fixar o calendário anual em 12 meses, abandonando completamente o sistema de meses intercalares, e distribuindo os dias de diferença entre o valor médio do calendário tradicional e o novo pelos vários meses do ano, acrescentando-os em 1 ou 2 dias;

  • Acrescentar 1 dia de 4 em 4 anos (4 x 6 horas = 24 horas, 1 dia), resultante da diferença de aproximadamente 6 horas entre os 365 dias do novo calendário e o valor médio do ano trópico de 365 dias e 6 horas, ou 365 dias e 1/4 ou 365,25 dias. O dia a intercalar ocorria no 6º (sexto) dia (VI) antes das calendas de março ou 24 de fevereiro no nosso calendário. O dia repetido dizia-se o dia bissexto antes das calendas de março, o que passou a identificar quer o dia assim acrescentado (dia bissexto) quer o ano em que se fazia essa intercalação (ano bissexto). Quando se abandonou a forma de contagem regressiva típica do calendário romano e se passou a usar a contagem contínua dos dias do mês, do primeiro ao último dia, o dia a acrescentar passou a ser intercalado depois do último dia do mês de fevereiro, antes do mês de março, como ainda hoje usamos;

  • O primeiro dia do ano passa a ser o dia das calendas de janeiro ou 1 de janeiro no nosso calendário, 8 dias depois do solstício de inverno, calculado para coincidir com o 8º dia (VIII) antes das calendas de janeiro ou 25 de dezembro no nosso calendário, tal como as outras estações deveriam igualmente ocorrer por volta do oitavo dia antes dos meses de abril, julho e outubro.

NOTA: O calendário juliano, com as modificações feitas por Augusto, continua sendo utilizado pelos cristãos ortodoxos em vários países. Nele, os anos bissextos ocorrem sempre de quatro em quatro anos, enquanto no calendário gregoriano não são bissextos os anos seculares exceto os múltiplos de 400, o que hoje acumula uma diferença para o calendário gregoriano de 13 dias. Assim, o dia 28 de janeiro de 2023 no calendário gregoriano, é dia 15 de janeiro de 2023 no calendário juliano.


CALENDARIO ROMANO - HISTÓRIA ( ANTES DE JULIO CÉSAR)


Tradicionalmente se diz que o calendário romano foi estabelecido por Rómulo à época da criação de Roma em 753 a.e.c. -- tinha 10 meses e totalizavam 304 dias. - de março a dezembro.


Foi modificado por Numa Pompílio que o transformou o calendário de solar (10 meses) para lunissolar (12 meses) totalizando 355 dias que para manter o calendário alinhado com o ano solar se adicionava um mês extra, mensis intercalaris, de dois em dois anos, fazendo dos anos uma sequência irregular de 355, 377, 355, 378 dias e que ainda dependia de ajustes.


A decisão de inserir o mês extra era de responsabilidade do pontífice máximo (pontifex maximus), que buscava manter o calendário em sincronia com os eventos sazonais de translação da Terra, o que nem sempre era preciso.


Como visto anteriormente, em 46 a.e.c., Júlio César, percebendo que as festas romanas marcadas para março (que era então o primeiro mês do ano), estavam a ocorrer em pleno inverno, também pela falta da introdução de meses intercalares nos últimos 10 anos, preparou uma profunda reforma do calendário, seguindo de forma prática o modelo do calendário egípcio com o conselho do astrônomo alexandrino Sosígenes.


As modificações realizadas a partir desses estudos modificaram radicalmente o calendário romano: dois meses, Unodecembris e Duocembris foram adicionados ao final do ano de 46 a.e.c., deslocando assim Januarius e Februarius para o início do ano de 45 a.e.c.

Os dias dos meses foram fixados numa sequência de 31, 30, 31, 30... de Januarius a Decembris, à exceção de Februarius, que ficou com 29 dias e que, a cada três anos, teria 30 dias.


Com estas mudanças, o calendário anual passou a ter doze meses que somavam 365 dias.


O mês de Martius, que era o primeiro mês do ano, continuou sendo a marcação do equinócio.


A TERRA OFICIALMENTE, COMPLETA UMA VOLTA AO REDOR DO SOL EM MARÇO.


Foi abandonado o formato solar do calendário romano se fixando para um calendário predominantemente unissolar, onde se substituiu o mês intercalar Mercedonius de 22 e 23 dias por apenas um dia chamado de dia extra que deveria ser incluso no 24º dia de Februarius, "ante die sextum kalenda martias", que, em função da forma de contagem dos romanos acabou criando o conceito de ano bissexto, de 366 dias que deveria ocorrer de quatro em quatro anos.


Os anos bissextos definidos no calendário juliano para ocorrer de 4 em 4 anos resultavam num valor médio do ano de 365,25 dias que se aproximava muito bem do valor do ano trópico atualmente equivalente a 365,2422 dias.


Um ano trópico, também chamado ano das estações ou ainda ano solar, é o intervalo de tempo que o Sol, em seu movimento aparente pelo céu, leva para partir de algum dos quatro pontos que definem as estações e retornar para o mesmo ponto, ou seja, é o tempo entre duas passagens pelo equinócio de primavera, pelo solstício de verão, pelo equinócio de outono ou pelo solstício de inverno.

O ano civil se baseia no ano trópico, que tem uma duração de 365d 5h 48min 46s. Por o ano trópico não ter uma quantidade exata de dias, torna-se necessário introduzir correções periódicas e regulares no ano civil, para que este se mantenha sincronizado com as estações.


Os egípcios, aparentemente, faziam uso de um ano de 12 meses de 30 dias, mas posteriormente acrescentaram mais cinco dias ao final do ano, fazendo um total de 365 dias por ano (o ano egípcio).


O ano romano, após sofrer várias modificações, terminou sendo estabelecido por Júlio César, como um ano de 365 dias, com uma correção de um dia extra feita a cada quatro anos, nos anos chamados de anos bissextos, com um dia extra no mês de Fevereiro (o atual dia 29 de fevereiro).


Como o ano juliano é cerca de 11 minutos maior que o ano trópico, ao longo dos séculos esta diferença foi se acumulando.





O Ano da confusão

O ano 46 a.e.c. em que foi preparada a reforma do calendário, teve de ser acrescentado e acabou por chegar aos 443 dias, de modo que o novo calendário se iniciasse nas calendas de janeiro ou 1 de janeiro, dia em que provavelmente também ocorreu uma Lua nova e o início de um novo mês lunar.


Esse ano foi recordado como o último ano da confusão segundo as palavras dos historiador Macróbio, tendo em conta a confusão que antes já ocorria com a decisão (nem sempre cumprida) de introduzir meses intercalares no anterior calendário lunissolar, daí resultando uma sequência irregular de 355, 377, 355 ou 378 dias.


Nome dos meses

Durante o Império Romano, ficou comum a substituição de nomes de meses por nome do imperador do momento, sendo que alguns deles foram radicais nesta prática, exemplo de Cómodo que mudou o nome de todos eles, a começar por Januarius que se chamou Amazonius, e Augustus por Commodus.


No entanto as alterações posteriores ao imperador Augusto acabaram por ser abandonadas.


Homenagem a Júlio César

Em 44 a.e.c., poucos meses depois da morte de Júlio César o senado romano mudou o nome do mês Quintilis para Julius (mês de 31 dias), em sua homenagem, por ser o mês em que tinha nascido.

Como ficaram os meses a partir do ano 45 a.e.c.

Numero

Mês

Dias

1

Januarius

31

2

Februarius

29 ou 30

3

Martius

31

4

Aprilis

30

5

Maius

31

6

Junius

30

7

Julius

31

​8

Sextilis

30

9

September

​31

10

October

30

11

November

31

12

December

30


As mudanças de Augusto

Como os anos bissextos, depois da morte de Júlio César não foram contados correctamente de 4 em 4 anos, mas de 3 em 3 anos, o imperador Augusto, também na qualidade de pontífice máximo determinou que a partir do ano 12 a.e.c. não houvesse anos bissextos até ao ano 8 e.c., para compensar os dias bissextos introduzidos a mais.


Após o ano 8 e.c., os meses se organizaram da seguinte forma:

​Numero

Mês

Dias

1

Januarius

31

2

Februarius

28 ou 29

3

Martius

31

4

Abrilis

30

5

Maius

31

6

Junius

30

7

Julius

31

​8

Augustus

31

​9

September

30

10

October

31

11

November

30

12

December

31


Homenagem a Augusto


Também o senado romano, em homenagem ao imperador Augusto, modificou o mês Sextilis (mês de 30 dias) para Augustus, em homenagem ao seu título, mas para que o mês não ficasse menor que o dedicado a Júlio César foram feitos acertos no tamanho dos meses finais do ano e passando um dia de fevereiro para agosto.


O mês de Februarius passou de 29 para 28 dias, e agosto passou de 30 para 31 dias, com mudança também nos demais meses, de 31 para 30 e vice e versa até o fim do ano.



A CRIAÇÃO DO ANNO DOMINI - A.C / D.C e o EQUIVOCO DA DATA DE NASCIMENTO DE CRISTO.


Dionísio, o Exíguo - ( O PEQUENO )

Dionísio Exíguo (em latim: Dionysius Exiguus; Cítia Menor, c. 470 – c. 544), também conhecido por Dionísio, o Exíguo (ou seja Dionísio o Menor, significando o pequeno), foi um monge do século VI, nascido na Cítia Menor, no que é atualmente a região de Dobruja, na Roménia.


Membro da chamada comunidade dos monges da Cítia em Roma, versado em matemática e em astronomia, que se celebrizou pela criação de um conjunto de tabelas para calcular a data da Páscoa, levando à introdução do conceito de anno Domini, o ano do Senhor, a contagem dos anos a partir do nascimento de Cristo, ainda em uso e hodiernamente em geral referida como Era Comum ou Era Cristã.


Vivendo em Roma desde cerca do ano 500, era um dos sábios da Cúria Vaticana, na qual traduziu da língua grega para a latina 401 cânones eclesiásticos, incluindo os cânones apostólicos e os decretos do Primeiro Concílio de Niceia, do Primeiro Concílio de Constantinopla, dos Concílio de Calcedónia e do Concílio de Sardes.



Os cálculos que levaram ao calendário cristão, baseado na data do nascimento de Jesus Cristo, foram realizados por Dionísio Exíguo no ano 532, na época denominado ano 284 da Era Diocleciana. Exíguo não queria usar um calendário cujo nome se referia a um tirano e perseguidor de cristãos e resolveu datar os eventos a partir do nascimento de Jesus.


Como os romanos datavam os eventos a partir da fundação de Roma (Ab Urbe Condita), Exíguo determinou a data de nascimento de Jesus neste calendário.

A partir de Lucas 3:1, se Jesus tinha 30 anos no décimo-quinto ano do reinado de Tibério em Roma, e se Tibério sucedeu Augusto em 19 de agosto de 767 A.U.C., conclui-se que Jesus nasceu no ano 753 A.U.C.


Porém, este fato está em desacordo com Mateus 2:1, pois Jesus teria nascido antes da morte de Herodes, em 749 A.U.C. A solução é que Tibério iniciou seu reinado como colega de Augusto, quatro anos antes da morte deste.


Assim, o décimo-quinto ano de Tibério, citado por Lucas, ocorreu quatro anos antes do suposto por Exíguo.


EM RESUMO: NOTA DO AUTOR


Até a época de Dionísio os anos eram calculados em base à fundação de Roma ou, de acordo com o calendário hebraico, em base à história do universo (no calendário hebraico.

Ele então inovou, passando a considerar o nascimento de Cristo como centro da história.


O erro do cálculo de Dionísio, mencionado acima, é desmascarado graças à biografia de Herodes o Grande, o responsável pela massacre dos inocentes, que governava quando Jesus nasceu.


Os históricos sabem com certeza que ele morreu no ano 4 antes de Cristo, ou seja, morreu 4 anos antes da data estabelecida por Dionísio como sendo aquela do nascimento de Cristo. Contudo Jesus não pode ter nascido depois da morte de Herodes.


Há uma hipótese, não valorizada pelos historiadores, que diz que no ano 4 antes de Cristo, Herodes, o Grande, (pai de Herodes Antipas) teria somente passado o reino ao filhos e não teria morrido.

Dinastia Flaviana - Imperadores Romanos / Alexandres - Família Judaica Romanizada do Egito / Herodes - Família Judaica Romanizada em Canaã

E para agravar mais o erro, existe uma curiosidade acerca do ano 0. No pensamento de Dionísio não existia o ano zero, pois na Europa o zero "0" foi introduzido somente a partir do primeiro milênio da era cristã. Por isso Dionísio estabeleceu que o ano imediatamente precedente ao 1, ou seja, o ano no qual Jesus nasceu segundo o seu cálculo, fosse o ano 1 antes de Cristo.


Portanto temos uma defasagem de cerca de 5 anos e o calendário gregoriano vigente somente MIL ANO DEPOIS, no SEC XVI - pelo papa GREGÓRIO 13, atualmente nos países ocidentais de religião Cristã, estão defasados ao menos com 5 anos de atraso.



Portanto, o ano de 2023 (ano vigente da publicação desse artigo), é na verdade o ano de 2028, e Cristo, nasceu 5 anos do seu nascimento OFICIAL.

MAIS CURIOSIDADES:

  • Enfim, com o ajuste do calendário, dez dias foram excluídos. Como o dia posterior a 4 de outubro de 1582 passou a ser 15 de outubro, o período de 5 a 14 de outubro daquele ano nunca existiu no papel.

  • Os últimos países a adotarem o calendário gregoriano na Europa foram a Grécia, em 1923, e a Turquia foi o último país a adotar o calendário gregoriano, em 1º de janeiro de 1927.

  • Apesar de se acreditar que os anos bissextos acontecem de quatro em quatro anos, eles não ocorrem caso o ano em questão seja divisível por 100. Oficialmente, a regra diz que, além de não ser divisível pela centena, ele deve ser múltiplo de 4 e 400.

  • Em comparação com o ano solar, o calendário gregoriano possui uma diferença de 26 segundos.

  • Por fim, antes da adoção do novo calendário, o ano novo inglês começava no Dia da Senhora, em 25 de março.


Alguns povos conservam outros calendários para uso religioso inclusive com cronologia diferente da adotada pela Igreja Católica Romana. Conforme proposta feita por Dionísius Exiguus (470 - 544) monge romeno o marco inicial da cronologia cristã tem como data o ano do nascimento de Cristo.


Segundo o calendário gregoriano, hoje é 28 de janeiro de 2023.


Para esta mesma data outros calendários apontam anos diferentes, como:

Ab urbe condita 2776;

Calendário Babilônico 6773;

Calendário bahá'í 179–180;

Calendário budista 2567;

Calendário hebreu 5783–5784;

Calendário hindu Vikram Samvat 2079–2080;

Calendário hindu Shaka Samvat 1945–1946;

Calendário hindu Kali Yuga 5124–5125;

Calendário Holoceno 12023;

Calendário iraniano 1401–1402;

Calendário Islâmico 1444–1445 entre outros.



Críticas

O calendário gregoriano apresenta alguns defeitos, tanto sob o ponto de vista astronômico, como no seu aspecto prático. Por exemplo, o número de dias de cada mês é irregular (28 a 31 dias); além disso a semana, adotada quase universalmente como unidade laboral de tempo, não se encontra integrada nos meses e muitas vezes fica repartida por dois meses diferentes, prejudicando a distribuição racional do trabalho e dos salários.


Outro problema é a mobilidade da data da Páscoa, que oscila entre 22 de março e 25 de abril, perturbando a duração dos trimestres escolares e de numerosas outras atividades econômicas e sociais.


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FLAVIO AMATTI FILHO - PESQUISADOR - EQUIPE ARQUEOHISTÓRIA

Obrigado pela leitura e até o próximo POST

Um abraço

FLAVIO AMATTI FILHO














Bibliografia, Fontes e Referencias:


  • Bonnie Blackburn, Leofranc Holford-Strevens,Calendars and chronology in The Oxford companion to the year, Oxford, 1999.

  • Georges Declercq, Anno Domini: The origins of the Christian era (Turnhout, 2000); idem, "Dionysius Exiguus and the introduction of the Christian era", Sacris Erudiri 41 (2002): 165-246.

  • Dionysius Exiguus, Patrologia Latina 67 (works).

    • Cyclus Decemnovennalis Dionysii - Nineteen year cycle of Dionysius (original Easter table)

    • Liber de Paschate

    • Charles W. Jones, "Development of the Latin ecclesiastical calendar", in Bedae opera de temporibus (Cambridge, Mass., 1943), 1-122.

  • Otto Neugebauer, Ethiopic astronomy and computus, Österreichische Akademie der Wissenschaften, philosophisch-historische klasse, sitzungsberichte, 347 (Vienna, 1979).

  • Gustav Teres, "Time computations and Dionysius Exiguus", Journal for the history of astronomy, 15 (1984): 177-188.

  1. No Livro I da sua obra As Saturnais (Saturnalia). Cf. L. E. Doggett. «Calendars» (em inglês). Consultado em 21 de dezembro de 2012.

  2. ↑ Fábio Araújo e Antonio Carlos Miranda. «Ano Bissexto: História de Mitos, Ciência e Vaidades». Consultado em 4 de maio de 2008

  3. ↑ «Estonian Orthodox Church (Estonian Events)». Vancouveri Eesti Apostliku Õigeusu Kirik. 2010

  4. ↑ Bishop Photius of Triaditsa, "The 70th Anniversary of the Pan-Orthodox Congress, Part II of II"; «HELSINGIN SANOMAT (International edition)». 21 de setembro de 2007


  1. Agostino Borromeo. «Gregorio XIII» (em italiano). Enciclopedia dei Papi (2000). Consultado em 13 de fevereiro de 2012

  2. ↑ Richards, E. G. (2013). Urban, Sean E.; Seidelmann, P. Kenneth (eds.). Explanatory Supplement to the Astronomical Almanac (3rd ed.). Mill Valley, Calif: University Science Books. ISBN 978-1-891389-85-6, p. 595

  3. ↑ Antonio Carlos Olivieri. «Calendário juliano, calendário gregoriano e ano bissexto». UOL. Consultado em 11 de fevereiro de 2012

  4. Ir para:a b c d e Manuel Nunes Marque. «Calendário Gregoriano» (PDF). Museu de Topografia Prof. laureani Ibrahim Chaffe, Departamento de Geodésia – UFRGS. Consultado em 10 de fevereiro de 2012

  5. ↑ The Catholic Encyclopedia. «Christopher Clavius» (em inglês). Consultado em 11 de fevereiro de 2012

  6. ↑ «Catholic Encyclopedia (1913)/Aloisius Lilius». Wikisource. Consultado em 25 de fevereiro de 2016

  7. ↑ «Catholic Encyclopedia (1913)/Aloisius Lilius». Wikisource. Consultado em 11 de fevereiro de 2012

  8. ↑ Èulogos. «Conferenza Stampa Di Presentazione Del Nuovo Martirologio Romano» (em italiano). I Edizione IntraText CT. Consultado em 13 de fevereiro de 2012

  9. ↑ Papa Gregório XIII (1582). «Inter Gravissimas» (em latim). Consultado em 11 de fevereiro de 2012

  10. ↑ Filipe I, rei de Portugal. «Lei de adopção do calendário gregoriano». Consultado em 19 de dezembro de 2018

  11. ↑ «Calendário Gregoriano». Calendário do Ano. Consultado em 26 de dezembro de 2016

  12. ↑ Edição especial do Correio da Manhã - "Os Papas - De São Pedro a João Paulo II" - Fascículo X, "Gregório XIII, o Papa que acertou o calendário", página 219, ano 2005.

  13. ↑ The Catholic Encyclopedia. «Dionysius Exiguus» (em inglês). Consultado em 11 de fevereiro de 2012

  14. ↑ Ricardo Moretz Sohn (fevereiro de 2000). «Tempo, o que serás tu?». Consultado em 13 de fevereiro de 2013

  15. ↑ Marina Motomura. «Por que os dias da semana têm "feira" no nome?». Mundo Estranho, Abril Cultural. Consultado em 11 de fevereiro de 2012

  16. ↑ BIPM. «International Atomic Time (TAI)» (em inglês). Annual Report on Time Activities. Consultado em 13 de fevereiro de 2012

  17. ↑ Antonio Luiz M. C. Costa. «A origem dos sete dias». Terra Magazine. Consultado em 13 de fevereiro de 2012

  18. ↑ Mundo Estranho. «Qual é a origem dos nomes dos meses?». Abril Cultural. Consultado em 11 de fevereiro de 2012

  19. ↑ International Organization for Standardization. «Numeric representation of dates and time» (em inglês). Consultado em 11 de setembro de 2012

2件のコメント


Quijote Overdrive
Quijote Overdrive
2023年6月19日

Ignorem. Eu interpretei simploriamente o trecho e pensei erroneamente antes de inquirir com clareza. Repensando o meu questionamento, notei meu erro de raciocínio, que foi de referencial. Evidentemente, se o calendário era para começar como 1 e.c em 5 a.e.c, não quer dizer que, como no meu primeiro raciocínio apressado, estamos 5 anos à frente, dado que a referência, neste caso, é o 1 e.c em 5 d.e.c, mas que, na verdade, fazendo os ajustes, deixamos de contar 5 anos, dado o erro da referência atual à partir do erro da referência que deveria ser e valer. Logo, para repará-lo, dever-se-ia acresecentar 5 anos, o que logicamente nos colocaria, atualmente, em 2028, como acertadamente pontua o texto.

Abraço.

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Quijote Overdrive
Quijote Overdrive
2023年6月17日

Muito interessante. Obrigado pelo esclarecimento. Só queria fazer um questionamento: ou eu não entendi (e gostaria que me explicasse um pouco melhor, se for o caso) ou, quando disseste no texto que, na presente data, estaríamos no ano de 2028, não cometeste um equívico. Falo isso porque, ao ler teu conteúdo, ocorreu-me que, se Jesus nasceu, segundo as referências lógicas da análise histórica comparada das personagens e cronológicas, 5 anos A.C ou (A.E.C), e doravante esses retroativos descontados dever-se-ia "contar" o tempo que divide "duas eras", segundo, claro, essa perspectiva cristã (que ainda vige), para corrigir esse embaraço dentro da sua própria lógica, então estaríamos, hoje, em 2018 (isto é, 5 anos a menos do atual calendário), não 2028 (5…

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