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  • Foto do escritorFlávio Amatti Filho

De LANIAKEA ao GREAT ATTRACTOR - Muito além da Via Láctea - Saibam como é grande o UNIVERSO!

Atualizado: 1 de nov. de 2023

Nesse artigo, iremos desvendar o que existe muito, mas muito, além da Via Láctea. Uma imersão nos novos conhecimentos do que existe além da nossa galáxia.
Está preparado ? Então, boa leitura!

Um fascinante novo estudo, publicado na renomada revista Nature: The Laniakea supercluster of galaxies, revela que a nossa galáxia está situada no aglomerado de virgem.



O Aglomerado de Virgem está a uma distância de aproximadamente 59 ± 4 Mly (18 ± 1.2 Mpc) de distância, na direção da constelação de Virgo (Virgem).

O aglomerado de Virgem, abrange aproximadamente de 1300 a possivelmente 2000 galáxias membros.

Esse fantástico aglomerado forma a 'cabeça' do Superaglomerado local, do qual o Grupo Local faz parte e que é pertencente ao Superaglomerado local com uma largura de cerca de 60 milhões de anos-luz, que é ele próprio parte do Superaglomerado de Virgem.


A massa total estimada é de 1.2 × 1015 M☉ até 8 graus do centro do aglomerado ou num raio de 2.2 Mpc.


A nossa galáxia possui 100 mil anos-luz de diâmetro que aglomera cerca de 250 bilhões de estrelas. Se a Terra fosse do tamanho de uma bactéria, a Via Láctea seria do diâmetro da Terra.

A Via Láctea é só uma das 200 bilhões de galáxias do Universo observável.


  • Há mais galáxias no universo, do que estrelas numa única galáxia.


Assim, é de se esperar que, do mesmo jeito que as estrelas se organizam em galáxias, as galáxias se organizem em estruturas ainda maiores, e essas estruturas existem, e são chamadas aglomerados.


Mas também, há os superaglomerados, que são concentrações de aglomerados e muitos astrônomos dedicam a carreira a mapeá-los.

Sabe-se há décadas que a Via Láctea está na vizinhança do aglomerado de Virgem (que tem esse nome por se localizar atrás da constelação homônima no céu).


Porém, o que não se sabia, é que Virgem, com 201 milhões de anos-luz de diâmetro, era só a ponta de algo maior:


um superaglomerado chamado Laniakea, que significa “céu imensurável” em havaiano.


LANI = CÉU AKEA = IMENSURÁVEL

Com 520 milhões de anos-luz de extensão e cerca de 150 mil galáxias; Laniakea só foi mapeada em 2014 pela equipe de Brent Tully, da Universidade do Havaí.


Eles analisaram a posição no céu, a velocidade e a direção em que estão se movendo.


Nada mais do que 8 mil galáxias da nossa vizinhança (uma pequena amostra do total) e que por sua vez, é parte de uma mega estrutura com incríveis cem mil galáxias.

Essa então é Laniakea!!!


Lanieakea é um termo havaiano que significa "universo imensurável em havaiano" e foi usado para batizar as maiores estruturas conhecidas no Universo e que na pratica é a nossa casa.


O superaglomerado Laniakea , assim como todos os superaglomerados, contém centenas de milhares de galáxias, incluindo a nossa, a Via Láctea, e que faz parte de um aglomerado de galáxias chamado Grupo Local.


O superaglomerado Laniakea, descoberto em 2014, se estende cerca de 500 milhões de anos-luz e contém cerca de 100 mil vezes a massa da nossa galáxia.


Os superaglomerados de galáxias são constituídos de centenas de aglomerados de galáxias unidas por sua própria atração gravitacional.


Nosso imenso superaglomerado é mostrado aqui em uma simulação de computador (ver imagem abaixo).


A área cercada por laranja é Laniakea nosso superaglomerado; já as áreas verdes são as áreas onde as galáxias estão concentradas. As galáxias são representadas por pequenos pontos brancos, enquanto as linhas brancas mostram o movimento das galáxias em direção ao centro do superaglomerado. Na imagem ampliada, o ponto azul indica a localização da Via Láctea no superaglomerado. Para além da linha laranja, as galáxias desaguam no outras concentrações galácticas


As galáxias se movem em grupos (cinqüenta galáxias) e em supercúmulos (alguns milhares de galáxias) e muito grande escala em superaglomerados cada vez maiores (centenas de milhares de galáxias) que os cientistas estão tentando circunscrever.

Os supercúmulos mais próximos de nosso superaglomerado estão listados na tabela abaixo



Mapa de fluxo das estruturas internas nos aglomerados locais.

Como os pesquisadores realizaram este mapeamento? como seria possível separa-la de outras grandes estruturas?


Primeiramente, as galáxias ao nosso redor possuem movimento padrão e identificável.

O time de cientistas, liderados por R. Brent Tully, da universidade do Havai (University of Hawaii), estudaram inicialmente o movimento de oito mil galáxias em nossa vizinhança galáctica.


Neste estudo foi possível mapear alguns dos padrões de movimentação. O universo cosmicamente apresenta uma expansão, o que faz com que grande parte das galáxias estejam se afastando uma das outras. Foi observado assim as galáxias com padrão de movimento que se diferenciava deste fluxo de afastamento. Estas galáxias podem estar se aproximando através do efeito gravitacional, que as prende em estruturas de diferentes escalas.


Fluxo de galáxias na vizinhança galáctica.

O gráfico acima mostra justamente este fluxo, onde é delimitado as galáxias se afastando (redshift), em vermelho. As galáxias que se aproximam (blueshift) da via láctea foram delineadas em azul. A definição destas estruturas é garantida justamente a partir destes movimentos.


No vídeo abaixo, podemos entender melhor como estes mapas se encaixam:



Agora que você sabe o quanto imenso é o UNIVERSO da qual estamos inseridos em nosso planeta, belo, azul, repleto de vida, que sequer temos conhecimento sobre o que realmente existe nele, prepare-se.


Laniakea não representa o verdadeiro tamanho do nosso UNIVERSO!!


Exatamente! Há algo ainda muito maior. Está preparado?

Então, continue a leitura, e se surpreenda!



BONUS #1: Conhecendo a MURALHA DO POLO SUL.


Em julho de 2020, a UNIVERSITY OF HAWAI´I publicou outro descobrimento ainda mais incrível.


Segundo a publicação, na última década, uma equipe internacional de astrônomos, liderada em parte por Brent Tully , do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, mapeou a distribuição de galáxias ao redor da Via Láctea.

Eles descobriram uma imensa estrutura além de Laniakea, um imenso superaglomerado de galáxias, incluindo a nossa .

Os astrônomos apelidaram a estrutura recém-identificada de Parede do Pólo Sul.


A Muralha do Pólo Sul como chamaram, fica imediatamente além do Superaglomerado Laniakea, envolvendo toda a região como se fosse um braço.


A parte mais densa dele fica na direção do Pólo Sul da Terra, inspirando o nome.


Ele se estende em um grande arco de 200 graus – mais do que um semicírculo – alcançando bem o céu do norte.


A concentração no Pólo Sul está a uma distância de 500 milhões de anos-luz. Seguindo o braço para o norte, ele se dobra para dentro de 300 milhões de anos-luz da Via Láctea.


Ao longo do braço, as galáxias estão se movendo lentamente em direção ao Pólo Sul e, de lá, através de uma parte do céu obscurecida da Terra pela Via Láctea em direção à estrutura dominante no universo próximo, a conexão Shapley.


Superaglomerado Laniakea

“Nós nos perguntamos, se a Muralha do Pólo Sul é muito maior do que vemos.


O que mapeamos se estende por todo o domínio da região pesquisada.

"Somos os primeiros exploradores do cosmos, estendendo nossos mapas em território desconhecido”, descreveu Tully.


Vejam abaixo:


Muralha do Pólo Sul "abraçando" Laniakea.

Para acessar a pesquisa em PDF --- clique aqui >>> A pesquisa da equipe foi publicada no Astrophysical Journal .


Ao longo dos últimos 40 anos, tem havido uma crescente valorização dos padrões na distribuição das galáxias no Universo, lembrando características geográficas como cadeias de montanhas e arquipélagos de ilhas.


CONCLUSÃO:


A Via Láctea, com seus 100 bilhões de estrelas, faz parte do pequeno Grupo Local de galáxias, que por sua vez é um subúrbio do aglomerado de Virgem com milhares de galáxias.


Já, o aglomerado de Virgem, por sua vez, é um componente externo de um conglomerado ainda maior de muitos aglomerados ricos de galáxias, coletivamente chamados de “Grande Atrator” , por causa de sua imensa atração gravitacional.


Em 2014, a equipe mapeou o Superaglomerado Laniakea, o agrupamento de cem mil galáxias em uma região ainda maior, abrangendo 500 milhões de anos-luz.


E agora, a Muralha do Pólo Sul , tão grande quanto a Grande Muralha de Sloan, uma das maiores estruturas conhecidas no Universo, mas a nova descoberta está muito mais próxima.


O cartógrafo cósmico da Universidade de Paris-Saclay, Daniel Pomarede, um dos principais autores do estudo, explicou: “Pode-se perguntar como uma estrutura tão grande e não tão distante permaneceu despercebida. Isso se deve à sua localização em uma região do céu que não foi completamente pesquisada e onde as observações diretas são prejudicadas por manchas de poeira galáctica e nuvens em primeiro plano.

Nós a encontramos graças à sua influência gravitacional, impressa nas velocidades de uma amostra de galáxias.”


Heléne Courtois da Universidade de Lyon ( UDL ) liderou a campanha de observação na investigação colaborativa.

Romain Graziani da UDL e Yehuda Hoffman da Universidade Hebraica de Jerusalém construíram os modelos descritivos


BONUS #2: Conhecendo o GRANDE ATRATOR.


No vídeo abaixo, você mergulhara no ultimo grande descobrimento da imensidão do nosso UNIVERSO.

Conheça então, o Grande Atrator. O que nos espera? Os superalglomerados de Galaxias estão sendo "puxados" para um enorme funil onde o destino é desconhecido ?

Pare, respire, coloque fones de ouvidos, preferencialmente e faça uma imersão profunda sobre o GRANDE ATRATOR ! (legendas em português, exclusivo do Almanaque ArqueoHistória para vocês.


Aperte o play e boa viagem !!!




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FLAVIO AMATTI FILHO - PESQUISADOR - EQUIPE ARQUEOHISTÓRIA

Obrigado pela leitura e até o próximo POST

Um abraço

FLAVIO AMATTI FILHO














Bibliografia, Fontes e Referencias:


  1. «Mapa do universo e o super-aglomerado laniakea». Consultado em 18 de setembro de 2015. Arquivado do original em 7 de janeiro de 2016

  2. Ir para:a b c d e f Tully, R. Brent; Courtois, Hélène; Hoffman, Yehuda; Pomarède, Daniel (setembro de 2014). «The Laniakea supercluster of galaxies». Nature (em inglês). 513 (7516): 71–73. ISSN 1476-4687. doi:10.1038/nature13674

  3. Ir para:a b c d nature video (3 de setembro de 2014), Laniakea: Our home supercluster, consultado em 11 de dezembro de 2017

  4. Luo, Zhi-Xing (2016). «Testing Einstein's Equivalence Principle with supercluster Laniakea's gravitational field». Journal of High Energy Astrophysics. 9: 35-38

  5. Ir para:a b Gibney, Elizabeth (2014). 1.15819 «Earth's ner address: 'Solar System, Milky Wya, Laniakea'» Verifique valor |url= (ajuda). Nature (15819)

  6. «Laniakea, o 'endereço' da Via Láctea». O Globo. 4 de setembro de 2014



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