top of page
  • Foto do escritorMaik Bárbara

Gigantes e Alienígenas do Passado: Fato ou Ficção?

Por que acreditamos no que acreditamos?


Pseudohistória e pseudoarqueologia: Por que é mais fácil acreditar em uma mentira do que pesquisar uma verdade?

Gigantes, Alienígenas Astronautas do Passado, etc.: Como separar o Fato da Ficção?

Por que acreditamos em Teorias da Conspiração e Fake News?


O aumento das Teorias da Conspiração e Fake News sobre a matéria da História da Humanidade na Terra, e o forte Impacto sobre a Sociedade vem crescendo em escala acelerada nos últimos anos, e o resultado disso pode ser mais grave que aparenta.

Uma gravura tipográfica em cobre inspirada no Comodoro Byrons intitulada "Um relato de uma viagem ao redor do mundo" (1767): registrando seu encontro por volta de 1764 com os ditos gigantes da Patagônia. Desde a época de Magalhães, havia rumores de que os patagônios eram gigantes, mas o relato de Byron reacendeu o fascínio popular ao descrever homens que eram cabeça e ombros mais altos do que seus homens mais altos. Exploradores posteriores descobririam que isso era um exagero. Porém nos últimos 30 anos foi reacendido essa chama dos Gigantes da Terra e Mundo Antigo, e isso se tornou um assunto de hype na internet, porém o que não explicam e as pessoas também não perguntam é: QUAL ERA A ALTURA MÉDIA DOS EUROPEUS NA ÉPOCA DO DESCOBRIMENTO? - Sim, pois para entender a altura de um gigante, temos que compreender a estatura média de quem chama os outros de gigantes, não? - Pois bem, os patagonios tinham por golta de no máximo 1,92m - embora isso ainda seja grande para a época. Pois o que os pseudos-teóricos e pseudo-divulgadores científicos esquecem de citar é: a estatura de um europeu até o século 17 e 18 era em torno de 1,57 a 1,60m. Imagem: Science Photo Library em colaboração com a Science Photo Library e Paul D. Stewart


Nos últimos anos, temos visto uma crescente tendência das pessoas e público em geral, a acreditarem em teorias da conspiração sobre a falsa história, ou seja, fatos passados e trajetória da sociedade que teoricamente seriam de outra forma. Evento esse também chamado de pseudohistória, haja vista que são hipóteses criadas e disseminadas por não especialistas, dos quais por muitas das vezes não têm formação acadêmica da área, ou até qualquer área de estudos avançados, mas ainda assim proclamam ideias e intenções sobre assuntos que cativam o público em geral a mirabolancias espetaculares de um passado que nunca existiu e é guiado por vieses cognitivos e ótimas narrativas.


Essas teorias afirmam que as versões oficiais dos eventos históricos foram manipuladas ou completamente fabricadas para servir interesses específicos, como governos ou sociedades secretas. Apesar da falta de evidências para apoiar essas afirmações, muitas pessoas continuam a acreditar nelas, e algumas até começaram a promovê-las como fatos. Neste artigo, exploraremos as razões pelas quais as pessoas acreditam em teorias da conspiração de história falsa e o impacto na sociedade que isso ocasiona.


Homens fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis geram homens fracos, mas homens fracos criam tempos difíceis e tempos difíceis geram homens fortes. Provérbio Oriental

O Apelo das Teorias da Conspiração

Uma das principais razões pelas quais a audiência de mídias sociais, streamings e tv em geral acreditam em teorias da conspiração, fake News, pseudoarqueologia e pseudo-história, tudo sobre história erradas do passado humano, a razão é o seu apelo, pois oferecem um senso de controle e explicação simples em um mundo incerto. Elas fornecem uma narrativa simplista e intuitiva que faz sentido sobre eventos complexos e, por vezes, demandam um esforço intelectual muito maior que reles um ou dois minutos de um vídeo qualquer para transmitir o conhecimento completo e absoluto do tema discutido e pesquisado seriamente por décadas ou até séculos, além da necessidade de profundidade no objeto de discussão que permita que os indivíduos atribuam a razão que esperam dedicar de suas opiniões.


Se fizermos as perguntas corretas, teremos as respostas certas.

Esse senso de controle pode ser reconfortante em tempos de incerteza, uma ferramenta, um mecanismo do cérebro que também pode levar a um perigoso senso de autojustiça, polarização, viés cognitivo e, acima de tudo, autoengano. E nesse último caso, o interessado no assunto em si, o espectador, perde tempo valioso de vida se dedicando a aglomerar justificativas para ideias infundados e sem provas, sem evidências, sem aplicação do método científico, além de perdas até financeiras.

Se não fizermos perguntas , teremos as respostas que querem dar.

Ainda, muitas teorias da conspiração apelam às emoções e preconceitos pessoais, mesmo que velados, do público-alvo àquele assunto. Unindo algoritmos e a intenção, ou falta dela, no transmissor da desinformação, temos esse resultado, somado à monetização do “divulgador” da informação em seus canais de transmissão e o recebimento de valores por ter uma audiência fiel. Por exemplo, teorias sobre a Illuminati ou outras sociedades secretas exploram a desconfiança que toda pessoa tem em relação às instituições poderosas, ao Estado, e seu desejo por uma explicação dos eventos mundiais, afetando não apenas esferas sociais baixas e média, como também à alta.


Muitas dessas teorias também oferecem soluções simples para problemas complexos, o que pode ser especialmente atraente para aqueles que se sentem sobrecarregados pela complexidade da vida moderna e estresse do dia-a-dia.

O Papel da Mídia

Outro fator que contribui para o aumento das teorias da conspiração de fake News sobre fatos históricos e a trajetória humana, e até em outras disciplinas, é a desconfiança sobre a mídia mainstream, traduzido ao pé da letra como convencional, corrente, principal, e de fontes oficiais de informação.


Com o aumento acelerado da virtualização da informação e velocidade de transmissão, principalmente na época da pandemia – 2020 e 2021, o tempo ocioso das pessoas em quarentena ou apenas em seus home offices aumentou a velocidade da transição de processos que antes eram físicos, passando a virtuais, e isso acarretou também uma maior aderência do público em pesquisas rasas e rápidas na internet por temas que as interessam, porém são complexos e vastos em leituras para serem feitas e estudadas.


Isso, e somado a algoritmos cada vez mais inteligentes para maximizar o tempo de tela de cada usuário em suas plataformas, gerou uma enxurrada de novos adeptos de assuntos que outrora eram apenas tratados hora ou outra, mas que com a reincidência constante e diária do assunto em suas viciantes horas diárias em frente a um computador somados ao celular, as informações segmentadas como Fake News e teorias da conspiração não se misturam com informações criveis e estudos sérios. Criando assim cada vez mais fatores do viés da confirmação, por exemplo. Separando assim, fontes acuradas e frutos de pesquisas e estudos de campos dos especuladores sem evidências que norteiam a maioria dessas notícias sobre pseudohistória.


Sendo assim, os sistemas e, por consequência, o uso e aplicação da comunicação instantânea via smartphone têm acesso a uma variedade de informações selecionadas e especialmente direcionadas apenas ao público relevante, gerando engajamento em diversas fontes, porém nunca todas as de fato relevantes para o tópico discutido,...


...e pode ser difícil distinguir entre fatos e ficção, a falta de treinamento científico às mentes curiosas acaba levando as pessoas ao engano, e sofrimento após descobrir que estava dentro das ideias erradas, e/ou incompletas.

A mídia também desempenhou um papel na promoção das teorias da conspiração e fake News de pseudo-história. Em alguns casos, as agências de notícias deram uma plataforma a indivíduos que promovem essas teorias, o que ajudou a legitimá-las aos olhos de muitos espectadores. Além disso, o foco da mídia em histórias sensacionalistas ou controversas contribuiu para a propagação das teorias da conspiração sobre pseudo-história: linhas do tempo que desafiam as contas oficiais dos eventos históricos podem ser particularmente atraentes para vislumbradores que são céticos em relação ao governo e outras instituições.


As teorias da conspiração podem ser atraentes porque oferecem uma narrativa alternativa que desafia as contas oficiais. O desafio é sempre ótimo para manter a evolução das ideias e fatos, porém quando são feitas afirmações e propostas sem evidências, provas ou publicações, fica difícil verificar os dados, sem nem mesmo ter dados para serem verificados.

O Impacto na Sociedade

O aumento das teorias da conspiração de história falsa teve um impacto significativo na sociedade, e um dos efeitos mais significativos é a propagação de desinformação. Quando as pessoas em geral acreditam em narrativas históricas erradas ou que não condizem com os fatos em si, e acreditam apenas por fazem sentido mediante à sua falta de informação global sobre o tópico, isso pode levar a uma compreensão distorcida do passado e, em alguns casos, a uma justificativa para ações prejudiciais presentes e futuras. Por exemplo, as teorias da conspiração sobre o Holocausto promovem o antissemitismo e o ódio racial, o que pode levar a violência contra grupos minoritários. Da mesma forma, teorias da conspiração sobre o papel dos Estados Unidos nos ataques de 11 de setembro de 2001 promovem a hostilidade contra os muçulmanos e podem levar a ações prejudiciais contra essa comunidade que está alocadas nos EUA ou em outras regiões do globo.


As teorias da conspiração e fake News sobre fatos históricos e linha do tempo alternativos, porém sem evidências e altamente especulativos ou até fruto de pareidolia e interpretações erradas de ditos divulgadores científicos que na verdade não passam de mal informados e animados disseminadores de ideias que rendem retorno financeiros para eles mesmo. Enfim, essas narrativas também podem minar a confiança das pessoas em instituições democráticas. Quando ao público residente do meio social que interage o tema da teoria da conspiração acreditam que as contas oficiais da história são falsas, elas também podem questionar a legitimidade dos governos, instituições e até figuras públicas idôneas, desacreditando-as. Isso leva a um aumento da polarização e da desconfiança, o que pode minar a estabilidade política e social.


Lembrando que grandes e sólidos impérios da antiguidade se corroeram e caíram por menos que isso.


Como Combater as Teorias da Conspiração e Fake News sobre a Agressão à História

Uma das maneiras mais eficazes de combater as teorias da conspiração é promover a alfabetização midiática e o pensamento crítico. Estudos de filosofia e psicologia nas escolas, assim como a alfabetização midiática, que envolve a capacidade de avaliar informações de diversas fontes e discernir fatos de ficção, fariam toda a diferenças para que não mais sejamos enganos por nós mesmos ao dar crédito àquilo que não deve ser creditado ou acreditado. Isso envolve a verificação de fontes e a análise crítica de informações para determinar a precisão do que foi introduzido como informação de base. O pensamento crítico por sua vez envolve a capacidade de questionar suposições, considerar diferentes perspectivas e avaliar evidências.


Outro mecanismo que pode ser muito bem aplicado é o estudo do método científico e como ele acontece para que pesquisas e hipóteses sejam publicadas, e posteriormente verificadas pela mesma disciplinas e interdisciplinarmente também. Um processo que está sempre em evolução, e desde seus aproximados 200 anos atrás, desde que nasceu, vem evoluindo para criar o mais perfeito processo para que, de fato, a ciência tenha o rumo para frente, e não caia em falhas e retroaja.


Ao promover essas habilidades, podemos equipar as pessoas para avaliar informações de forma crítica e tomar decisões informadas.


FALÁCIA: discurso falso que se passa por verdadeiro; engano; modo errado de se conceber alguma coisa; erro... leia mais aqui.


Também é importante viabilizar uma maior compreensão e tolerância para aqueles com perspectivas diferentes. Salientar que todos fazem parte de uma comunidade maior e que temos mais em comum do que pensamos é fundamental para que novas ideias venham à tona e tenham o devido crédito, mesmo que à primeira vista sejam incongruentes, e mesmo assim apresentando argumentos sólidos que passando pelo crivo crítico e midiático, será agregada ao hall de possibilidades e, posteriormente, explorada da forma devida.


Outro passo importante para combater a falha na leitura da linha da história da humanidade é abordar os fatores sociais e econômicos subjacentes que contribuem para o seu apelo. Isso inclui abarcar questões como desigualdade de renda, falta de acesso à educação e isolamento social. Ao abordar esses fatores subjacentes, podemos criar uma sociedade mais inclusiva e equitativa que seja menos suscetível a teorias da conspiração.


Por fim, mas não apenas esses como muitos outros fatores, também devemos trabalhar para acometer o impacto das teorias da conspiração e fake News em nossas instituições democráticas. Isso inclui promover a transparência, responsabilidade e confiança no governo e outras instituições. Devemos também trabalhar para promover uma mídia livre e independente que forneça informações precisas e confiáveis ​​ao público. Algo talvez, que ao que tudo indica, seja utópico, mas que a poucos passos possamos alcanças lentamente, porém um dia chegando lá.


Em conclusão, as teorias da conspiração sobre a matéria da historiografia do homo sapiens sapiens sobre o planeta se tornaram um problema significativo na sociedade que vivemos hoje, elas oferecem um senso de controle e explicação em um mundo incerto, mas também podem promover a divisão, a desinformação e a desconfiança mutua e social. Para combater sua disseminação, devemos abordar as causas subjacentes de seu apelo, promover o pensamento crítico e a alfabetização midiática e estudar mais cada caso: um resumo simples, porém nada simplista.


Por: Maik Bárbara


McRaney, David. How Minds Change: The Surprising Science of Belief, Opinion, and Persuasion Hardcover, Livro de Junho, 2022.

Σχόλια


30b5d6ac-5e47-4534-a782-1fcb5b20ef80.jpg
  • YouTube
bottom of page